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17 de Dezembro de 2013 - 21:37

Por Mônica Reolom - Agencia Estado

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A nova torre de controle do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, foi inaugurada oficialmente nesta terça-feira, 17, após sete meses de funcionamento. A torre começou a operar em maio, mas a estrutura ainda não estava totalmente concluída. A nova torre tem 44 metros de altura, o dobro da antiga, e é três vezes mais espaçosa que a construída em 1945: a antiga tinha 38 m² e a nova, 126 m². Desde maio, sistemas digitais e estações de trabalho exclusivamente voltadas ao tráfego de helicópteros estão em funcionamento.

Segundo o coronel-aviador Fernando Braga, da Aeronáutica, São Paulo possui cerca de 900 movimentos diários de helicópteros e é a única cidade do mundo a ter um controle específico para essas aeronaves. "É muito importante contar com um controlador só para os helicópteros pois o movimento deles em regiões perto do aeroporto, como nas avenidas Berrini, Paulista e Faria Lima, é dos maiores do mundo", afirma Braga.

Além da altura, a localização da nova torre também facilitou o trabalho dos controladores. Ela está em uma posição mais central, permitindo uma visão ampla de todo o sítio aeroportuário. A antiga era considerada adequada, mas não tinha uma visão total do pátio de aeronaves e ficou obsoleta com o aumento do tráfego aéreo.

O Aeroporto de Congonhas é o segundo mais movimentado do Brasil, com 213 mil pousos e decolagens registrados em 2012, ou 583 por dia, segundo a Infraero. O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, teve 273 mil movimentações, uma média de 750 por dia.

A nova torre de controle faz parte dos investimentos da Força Aérea Brasileira, por meio do Departamento do Controle do Espaço Aéreo (Decea), para aumentar a capacidade de controle do espaço aéreo.

Prometida pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) desde o acidente com o Airbus da TAM que matou 199 pessoas, em 2007, a obra da nova torre de controle só teve início dois anos depois. O orçamento inicial, de R$ 11 milhões, saltou para R$ 14,5 milhões. A promessa era de que ficasse pronta em 2010, mas a Infraero só comprou os equipamentos necessários em 2011 e eles levaram mais um ano para ser instalados. Mesmo com o projeto da nova torre, a antiga chegou a passar por reformas.

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