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07 de Dezembro de 2013 - 00:39

Por Ricardo Brandt - Agencia Estado

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A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. O senador Aécio Neves é do PSDB de Minas Gerais, e não de São Paulo. Segue o texto corrigido:

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) classificou como natural a aproximação entre PSDB e PSB nas eleições de 2014 e citou as alianças entre as legendas em São Paulo, Minas Gerais e na cidade de Campinas, onde participou de um encontro com empresários nesta sexta-feira.

"Tenho certeza que, seja no plano estadual como no plano nacional, a aproximação entre PSB e PSDB será algo que ocorrerá com enorme naturalidade, mesmo que não seja em um primeiro momento", afirmou o senador, principal pré-candidato do partido.

Aécio, que visitou o interior paulista, defendeu que os dois partidos têm objetivos em comum. "Ambos estamos percebendo o mal que governo do PT vem fazendo ao Brasil. Nós queremos interromper esse ciclo para iniciar um outro ciclo", disse Aécio.

"Em muitas regiões e estados o PSDB e o PSB já caminham juntos. Nos meus dois governos de Minas Gerais. Aqui em Campinas fizemos uma bela e vitoriosa dobrada", lembrou o senador.

Em Campinas, onde se reuniu com empresários e participaria de um encontro político com prefeitos da região, Aécio fez questão de receber o prefeito Jonas Donizette (PSB), que foi eleito com apoio do PSB, disputando com o candidato do PT, Márcio Pocchman - que teve como vice o PSD.

Aécio negou que a aproximação do PSDB e do PSB crie embaraços para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na campanha de 2014.

"É natural que as realidades regionais que existem durante o mandato sobrevivam durante as eleições." Ele defendeu que não se pode destruir uma aliança em São Paulo pela governabilidade, em função da disputa pela Presidência da República.

"As pessoas subestimam a capacidade do eleitor de compreender a realidade. As alianças são importantes e necessárias até a governabilidade", conclui. Ele lembrou que tem conversado com o governador Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência.

"Tenho conversado com o governador Eduardo Campos antes mesmo de sermos pré-candidatos, como vocês nos chamam, porque sabemos que lá na frente, independente de quem vença a eleição, vamos ter que estar juntos para governar o País"

Aécio afirmou que se houver a comprovação de envolvimento de tucanos no esquema do mensalão mineiro não transformará o caso em uma escândalo político.

"Amanhã, se houver a comprovação de um ato ilícito filiado ao PSDB, nós vamos ter a mesma postura. Vamos respeitar o julgamento do Supremo Tribunal Federal", afirmou Aécio, ao ser questionado sobre o suposto envolvimento de tucanos de Minas Gerais no chamado mensalão mineiro.

"Não vamos fazer como faz o PT, ao querer transformar em uma condenação política algo que foi um crime comum. Dinheiro público utilizado para manutenção de projeto de poder", afirmou Aécio. "Nós não temos mais presos políticos no Brasil, temos políticos presos."

O senador, pré-candidato à Presidência em 2014 pelo PSDB, defendeu que o processo do mensalão seja encerrado. "O fato é que esse processo precisa ser encerrado para que o Brasil não continue a viver na sensação de impunidade para os poderosos."

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