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19 de Dezembro de 2013 - 12:55

Por Eduardo Cucolo - Agencia Estado

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O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou há pouco que o crédito segue em trajetória de crescimento, com participação no PIB mais elevada, mas em ritmo cada vez menor, convergindo para um patamar mais favorável à sustentabilidade desse movimento. "A gente vê continuidade no crescimento do crédito, mas em um ritmo mais próximo do que se imagina como crescimento sustentável", afirmou.

Ele disse ainda que a inadimplência vem mostrando comportamento favorável, o que se deve à expansão da renda, a iniciativas de educação financeira e à cautela por parte dos tomadores e dos bancos. "Esses elementos têm contribuído para essa trajetória favorável da inadimplência." Maciel afirmou ainda que a desaceleração esperada no crédito dos bancos públicos se deve ao fato de essas instituições concentrarem modalidades que crescem a taxa mais elevadas, como imobiliário e consignado. "Essas linhas vão crescer, mas a taxa menor que neste ano e isso contribui para (desacelerar) o direcionado como um todo", afirmou. Citou ainda que a moderação nos desembolsos do BNDES neste segundo semestre.

Sobre o endividamento das famílias, ele afirmou que o aumento do comprometimento de renda decorreu basicamente do imobiliário, que tem inadimplência baixa e prazos mais longos. "E isso e se reverte em ativos para as famílias, que estão investindo ao invés de tomar crédito para o consumo."

Maciel previu uma taxa de expansão menor para o crédito em 2014. Segundo ele, a oferta de financiamento no ano que vem deve aumentar apenas 13% ante expectativa revista hoje para baixo para 2013 de 15% para 14%.

"O crédito continua crescendo de forma significativa, acima do PIB (Produto Interno Bruto) nominal", considerou o técnico. Ele, que estimou a relação crédito/PIB em 58% para o ano que vem - devendo fechar em 56% em 2013 -, salientou que essa participação continuará crescendo e se constituirá "importante fator para a sustentabilidade do crescimento da economia".

No caso do crédito livre, Maciel acredita que haverá expansão de 10%. Já para o direcionado, a alta aguardada em 2014 é de 17%. Ele projeta "alguma moderação" nas linhas que mais se expandem, como as do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a de crédito imobiliário. Em relação aos tipos de instituições financeiras, a expectativa de Maciel é a de que a oferta de crédito do bancos públicos cresça 17% no ano que vem, enquanto a dos bancos privados nacionais deve aumentar 10% e a dos privados estrangeiros, 8%.

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