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11 de Dezembro de 2013 - 12:13

Por Carla Araújo - Agencia Estado

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Ainda sem contabilizar a elevação da Selic de 9,50% para 10% ao ano anunciada no dia 27 de novembro, as taxas de juros das operações de crédito ficaram estáveis em novembro, após registrarem seis elevações ao longo de 2013, apontou pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 11, pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). De acordo com o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira, os efeitos da última alta da Selic só devem ser repassados às operações de crédito em dezembro.

A taxa de juros média geral para pessoa física passou de 5,56% ao mês (91,42% ao ano) em outubro para 5,57% ao mês (91,64% ao ano) em novembro, alta de 0,01 ponto porcentual no mês (0,22 ponto porcentual no ano), o que para a Anefac aponta estabilidade.

Das seis linhas de crédito pesquisadas para pessoa física em novembro, três ficaram estáveis (rotativo do cartão de crédito, cheque especial e CDC de bancos para financiamento de veículos) e três tiveram um pequeno aumento de custo: juros do comércio, que passaram de 4,19% ao mês para 4,20%; empréstimo pessoal de bancos, de 3,16% para 3,18%; e empréstimo pessoal de financeiras, que subiu de 7,09% ara 7,10%.

No caso dos juros para pessoas jurídicas, das três linhas de crédito pesquisadas em novembro, a de capital de giro ficou estável ante outubro, com taxa de juros de 1,61% ao mês. Já a linha de crédito de conta garantida teve queda de 5,73% para 5,71% e o desconto de duplicatas teve alta de 2,30% para 2,31%. Com isso, a taxa de juros média geral para pessoa jurídica também registrou estabilidade na passagem de outubro para novembro (0 ponto porcentual no mês e 0 ponto porcentual em 12 meses), ficando em 3,21% ao mês (46,10% ao ano).

Segundo Oliveira, por conta da expectativa de uma nova elevação da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom, em janeiro, "é provável que as taxas das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses".

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