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10 de Março de 2014 - 20:10

Por Fernando Nakagawa e Fernando Dantas - Agencia Estado

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Países emergentes farão reformas estruturais para garantir a manutenção de um ritmo de crescimento da economia nos próximos anos, avaliou, nesta quinta-feira, 23, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o ministro disse, no painel "crise de meia-idade dos Brics", que entre as reformas a China deve focar mais o mercado doméstico, o que deve reduzir o ritmo da segunda maior economia do mundo.

"Acredito que a China vai fazer reformas e vai modificar o modelo. Então, a China continuará sendo a economia mais dinâmica do mundo nas próximas décadas. Acho que China vai crescer entre 6,5% e 7% ao ano na próxima década". "crise de meia idade dos BRICS".

Para a Índia, Mantega também prevê desaceleração para ritmo próximo de 6% ao ano. "É um nível bastante elevado para a economia mundial. E como a Índia é economia de renda baixa, vai haver convergência da renda da Índia para a renda média mundial e os mercados vão crescer".

O Brasil fará mudanças na macroeconomia que irão no sentido contrário às vistas na China, disse Mantega. Segundo o ministro, o investimento será o principal motor do crescimento brasileiro. "O Brasil já tem mercado consumidor avançado, inclusão e expansão da classe média. Para ativar mercado no Brasil, falta crédito. O crédito está escasso. E o mais importante é que o investimento vai puxar o crescimento da economia brasileira".

Mantega afirmou também que o ano de 2013 "deve ter terminado com crescimento de 6,5% no investimento" no Brasil. Portanto, disse, o investimento liderou o crescimento da atividade no ano passado. Para o ministro, essa expansão do investimento aconteceu como resultado do programa de concessões de infraestrutura e dos leilões realizados pelo governo federal nos últimos meses. "Em 2014, teremos novos leilões em petróleo e gás, rodovias, energia, portos, aeroportos e ferrovias. Vamos continuar com o investimento em expansão no Brasil", disse. "Isso é uma parceria do setor governo com o setor privado", completou.

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