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18 de Dezembro de 2013 - 12:10

Por Anne Warth e Eduardo Cucolo - Agencia Estado

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O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, disse que o déficit nas transações correntes registrado de janeiro a novembro deste ano, de US$ 72,693 bilhões, é o maior da série para o período. "Isso é algo que já vinha sendo recorrente ao longo do ano", afirmou.

Maciel destacou que, em novembro, o déficit nas transações correntes atingiu US$ 5,145 bilhões, acima do que o BC havia projetado, de US$ 4,4 bilhões, mas inferior ao resultado de novembro do ano passado, de US$ 6,257 bilhões, e também ao de outubro. Por essa razão, o déficit nas transações correntes recuou de US$ 82,211 bilhões nos 12 meses encerrados em outubro para US$ 81,100 bilhões.

Maciel disse ainda que o déficit nas transações correntes em novembro, de US$ 5,145 bilhões, foi o menor para o mês desde 2010, quando atingiu US$ 4,7 bilhões. Com a elevação da projeção do BC para o déficit nas transações correntes de 2013, de US$ 75 bilhões para US$ 79 bilhões, a projeção para o déficit em dezembro é de US$ 6,3 bilhões, informou Maciel.

Maciel afirmou também que o déficit nas transações correntes de US$ 72,693 bilhões no acumulado de janeiro a novembro deste ano é bem superior ao verificado no mesmo período do ano passado, de US$ 46 bilhões. Segundo ele, essa diferença de quase US$ 27 bilhões é explicada principalmente pela balança comercial. No acumulado de janeiro a novembro do ano passado, o superávit comercial era de US$ 17,169 bilhões. No mesmo período deste ano, houve um déficit de US$ 93 milhões. Enquanto as importações cresceram a um ritmo de quase 8% de janeiro a novembro deste ano, as exportações registraram recuo de 0,7%, disse Maciel.

Ele lembrou ainda que a conta petróleo também influenciou significativamente o saldo comercial, uma vez que parte das importações feitas em 2012 foi registrada apenas em 2013, além das restrições de produção que o setor enfrentou. A conta de serviços também contribuiu com esse resultado, disse, com um crescimento da ordem de 20%. O principal fator que explica esse resultado é o gasto com viagens internacionais,que contribuiu com US$ 16,995 bilhões entre janeiro e novembro deste ano, ante US$ 14,162 bilhões em igual período de 2012.

Segundo Maciel, a revisão na estimativa para o déficit em conta corrente em 2013 reflete, principalmente, os gastos maiores verificados nos últimos meses no segmento de serviços. Maciel destacou que os gastos com viagens internacionais não desaceleraram como esperado pelo governo. "Só agora é que a gente está vendo esses sinais mais nítidos de moderação na conta de viagens internacionais. Apesar da oscilação de câmbio em junho e julho, o impacto disso foi mais recente", afirmou. Segundo ele, nos dois meses seguintes à última projeção, setembro e outubro, esses gastos continuaram fortes.

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