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20 de Janeiro de 2014 - 19:10

Por Daiene Cardoso e Bernardo Caram - Agencia Estado

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Em seu primeiro dia de trabalho fora da prisão, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, foi submetido nesta segunda-feira, 20, aos trâmites de contratação do Departamento de Recursos Humanos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e cumpriu apenas uma rotina de "integração" com os funcionários de Brasília. Delúbio ainda passará por exame médico admissional antes de começar a atuar como assessor da presidência da entidade, o que deve ocorrer nesta terça-feira, 21.

Segundo o secretário nacional de Administração e Finanças da CUT, Quintino Severo, Delúbio foi contratado para uma vaga que estava disponível desde o ano passado e passará a integrar a equipe que atua no Distrito Federal e em São Paulo produzindo textos, roteiros de debate e documentos para a Executiva da CUT. "É uma função antiga da CUT", explicou. Delúbio, que foi um dos primeiros líderes da CUT, hoje só se inteirou sobre os assuntos da entidade.

"Para ele (Delúbio) não tem anda de novo (na função), só a tranquilidade de voltar a produzir", comentou o deputado distrital Chico Vigilante (PT), antigo dirigente da CUT, que chegou a visitá-lo duas vezes no Complexo Penitenciário da Papuda. "Era uma situação degradante, trancado o tempo inteiro. Não tinha privilégio nenhum (na cela)", lembrou o deputado. De acordo com o petista, a possibilidade de produzir fora da cadeia dá esperanças aos condenados do mensalão. "Eles querem muito trabalhar", relatou.

O secretário nacional da CUT ressaltou que, apesar do carinho que todos têm por Delúbio, não haverá tratamento diferenciado no trabalho. "Vamos tratá-lo como tratamos os outros assessores. Ele é mais um funcionário, um trabalhador normal que precisa ser reabilitado", disse.

Durante o dia, Delúbio não saiu da sede nacional da CUT e o almoço foi levado por colegas. A ordem era "blindar" o ex-tesoureiro e evitar dar informações sobre a rotina de trabalho do petista. "Foi um dia de trabalho como outro qualquer", resumiu Edson Campos, assessor da presidência. Em seu perfil no Twitter, retuites de textos sobre seu primeiro dia de trabalho com comentários destacando sua "dignidade" e sua "coragem".

Condenado a seis anos e oito meses de prisão, além de uma multa de R$ 466,8 mil, Delúbio poderá trabalhar durante o dia, de segunda a sexta-feira. No fim do expediente, ele precisará voltar para o Centro de Progressão Penitenciária. A permissão de trabalho foi concedida na última quinta-feira, 16, pelo juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal Bruno André Silva.

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