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11 de Março de 2014 - 20:22

Por Ricardo Della Coletta e Daiene Cardoso - Agencia Estado

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O chamado "centrão", bloco informal composto por deputados de oito partidos da base de descontentes com a articulação política do Planalto, enviou nesta terça-feira, 25, um recado duro ao Planalto e colocou como primeiro item da pauta na noite de hoje um requerimento para que uma comissão externa viaje para a Holanda e acompanhe investigações que citam a Petrobrás.

"Foi uma decisão quase unânime de todos os líderes. Vou cumprir meu dever regimental de por em pauta", disse há pouco o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os deputados já discutem o tema em Plenário, mas o governo tenta obstruir a votação por manobras regimentais.

Na reunião de líderes da base finalizada na tarde desta terça, de nada adiantou a tentativa encampada pelo líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), de barrar o pedido. Chinaglia chegou a propor a convocação da presidente da Petrobras, Maria da Graça Foster, ao Congresso Nacional para prestar esclarecimentos, mas os deputados que compõem o centrão mantiveram a decisão de apoiar o requerimento originalmente proposto pela oposição. "O Arlindo chiou, argumentou, fez o papel dele. Prometeu trazer a presidente da Petrobras como se ela fosse presidente da República. Aí é demais", disse o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ).

O "centrão", que inclui deputados do PMDB, PP, PR, PTB, PDT, PSC, decidiu apoiar o pedido para que uma comissão externa formada por parlamentares acompanhe na Holanda as investigações do esquema de pagamento de subornos a empresas no qual a Petrobras é mencionada. Autoridades daquele país apuram se a empresa SBM pagou propina a funcionários da estatal brasileira em negócios envolvendo a compra de plataformas.

O apoio do chamado "centrão" ocorre como uma retaliação por problemas da articulação política do Planalto. Os parlamentares reclamam de problemas com a liberação de emendas, falta de espaço em cargos e tratamento diferenciado dado pelo governo a deputados do PT. Somou-se ao descontentamento o desempenho, ontem, do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, numa reunião com lideranças da base que contou também com a presença do vice-presidente Michel Temer e da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

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