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13 de Dezembro de 2013 - 18:02

Por André Magnabosco; Gabriela Vieira e Wellington Bahnemann - Agencia Estado

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O deságio do leilão A-5 realizado nesta sexta-feira, 13, ficou em 8,67%, segundo dados divulgados pela da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O preço médio do leilão ficou em R$ 139,20 por MWh. No caso da usina São Manoel, o ativo mais comentado do certame, o deságio ficou em 22%, com preço de R$ 83,49/MWh.

De acordo com o presidente da Comissão Especial de Licitações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ivo Sechi Nazareno, o leilão desta sexta pode ser classificado como um "sucesso".

Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, o sucesso do leilão pode ser fundamentado em diferentes aspectos. É o caso, por exemplo, da contratação apenas de fontes renováveis, assim como a diversificação de fontes, com a contratação de projetos hídricos, de biomassa e eólico.

O terceiro ponto citado por Tolmasquim é a contratação da usina São Manoel, com um preço "bastante competitivo", segundo ele. O consórcio vencedor da disputa por São Manoel, chamado de Terra Nova, é formado pela europeia EDP (67%) e por Furnas (33%).

Tolmasquim ainda destacou a volta das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ao certame, o valor de investimento previsto nos projetos contratados, no total de R$ 12,8 bilhões, e o número de 119 usinas contratadas.

O presidente da EPE afirmou que, concluído o leilão desta sexta, o setor energético brasileiro encerra o ano com a contratação de 4.711 MW de capacidade de projetos eólicos em 2013, incluindo os leilões A-5, o leilão de reserva e o mais recente leilão A-3. "Esse volume representa mais do que o dobro do pleito do setor", destacou Tolmasquim.

Outro ponto citado por ele é a expectativa de que o Brasil atinja, em 2018, um novo recorde de entrada em operação de capacidade instalada. O montante, segundo a EPE, somará 4.773 MW apenas com base no total de energia contratada nos dois leilões A-5 realizados neste ano. "Ainda teremos Angra III, com 1.300 MW, e as máquinas em Belo Monte.

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