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16 de Janeiro de 2014 - 09:21

Por João Domingos e Vera Rosa - Agencia Estado

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A presidente Dilma Rousseff pediu nesta quarta-feira, 15, ao vice-presidente Michel Temer e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), que acalmem o PMDB, pois ainda não tomou qualquer decisão quanto à reforma ministerial. Ela disse a ambos que só terá uma definição sobre o ministério depois do dia 29. Com isso, sinalizou um possível recuo quanto à posição de não dar nenhuma nova pasta ao partido.

Mas ao chegar para o encontro no Palácio Jaburu - residência oficial da Vice-Presidência -, o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que o partido "não está colocando a faca no pescoço" de Dilma nas discussões sobre a ampliação do espaço da sigla na reforma ministerial. "O PMDB não está colocando a faca no pescoço da presidente neste momento em que o Brasil precisa de unidade, não de crise política." O senador peemedebista ressaltou que a decisão sobre a reforma é de Dilma, mas o partido tem tamanho para aumentar sua participação na Esplanada.

Dilma quer acelerar a reforma ministerial e, após a conversa considerada "difícil" com Temer na segunda-feira, começou a fazer a triagem no PT. Para a vaga do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, a presidente pretende escalar o empresário Josué Gomes da Silva, da Coteminas. Filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011, Josué se filiou recentemente ao PMDB. É também considerado uma espécie de "curinga" para a eleição em Minas, na chapa de Pimentel. O PMDB, porém, já avisou que a eventual nomeação de Josué será contabilizada na cota pessoal de Dilma, e não na do partido, que hoje controla cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Agricultura, Aviação Civil e Turismo).

A mudança abriria caminho para o Ministério do Turismo, comandado pelo PMDB, ser oferecido ao PTB. Antes da reunião no Jaburu, Temer e Renan conversaram a sós com Dilma. O presidente do Senado avisou que a situação estava "muito tensa" porque o partido se sentia "desprestigiado". Após a reunião, Raupp reiterou que o clima no partido melhorou em relação ao governo. "Não vamos pressionar a presidente Dilma", afirmou. "O tempo da reforma ministerial é dela."

Distante da solução "caseira" nas trocas do primeiro escalão, o secretário da Saúde de São Bernardo, Arthur Chioro (PT), passou a ser o favorito para a cadeira do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixará o cargo em fevereiro para concorrer ao governo de São Paulo.

Dilma conversou nesta terça-feira, 14, sobre o assunto com o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, chamado às pressas ao Palácio do Planalto. Aprovada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a indicação está sob análise da presidente. As informações são do jornal

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