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18 de Dezembro de 2013 - 09:58

Por Gustavo Porto e Gabriela Lara - Agencia Estado

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A presidente Dilma Rousseff admitiu, na manhã desta quarta-feira, 18, em entrevista a rádios de Pernambuco, que o mercado se acostumou com a política expansionista do governo norte-americano, que injeta US$ 85 bilhões por mês no mercado, e previu uma "tempestade" quando os estímulos forem retirados, provavelmente no primeiro semestre de 2014. "Nós estamos extremamente preparados para quando o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) começar a reduzir os estímulos", disse.

"O BC (brasileiro) está atento para o que está acontecendo com a política monetária dos EUA e isso vai acontecer momentaneamente; a tempestade começa e passa", completou. A presidente repetiu o discurso de que o Brasil está preparado, que a inflação está sob controle e fechará pelo décimo ano dentro da meta. "Temos tido grande volume de investimento estrangeiro direto no Brasil, somos o terceiro ou o quarto no mundo. Temos reservas internacionais e sabemos usá-las e não há nada que não possamos fazer para passarmos esse período", afirmou.

Dilma retomou o tema sobre o fim da política expansionista dos Estados Unidos e repetiu que "o Brasil nunca esteve tão preparado" para enfrentá-la, reafirmando "que pode ter tormenta, (com a retirada dos estímulos pelo Fed) mas queremos que seja rápida e não tenha efeitos graves". "Vamos enfrentar tranquilamente o momento de dificuldade e com a frieza que a tranquilidade dá", completou.

Por fim, a presidente, que visitou na terça-feira, 17, o complexo portuário e industrial de Suape, em Ipojuca (PE), agradeceu a recepção "fraterna e respeitosa" do governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB), seu provável adversário nas eleições presidenciais de 2014.

A presidente Dilma Rousseff comentou, há pouco, as afirmações do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto de que é preciso antecipar que o governo está atento aos sinais de mudança e não será surpreendido em 2014. "A gente sempre leva a sério as recomendações do ex-ministro Delfim Netto", disse. "O governo está extremamente atento ao que acontece no mundo e o lado bom é que os Estados Unidos estão se recuperando".

Dilma citou o aumento do emprego, o maior crescimento da indústria dos Estados Unidos, "vários sinais de que a economia americana entrou em rota de recuperação, o que é bom para o mundo e o Brasil em especial porque a economia dos Estados Unidos é muito forte, principalmente no que se refere ao comércio internacional e investimentos", completou.

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