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14 de Março de 2013 - 08:56

Por Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura - Agencia Estado

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O clima de campanha eleitoral dominou a cerimônia de lançamento do programa "Mulher: Viver Sem Violência", nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto. Em meio a gritos de "Olê, Olê, olá, Dilma, Dilma", que se repetiram em três momentos da cerimônia, a presidente Dilma Rousseff não teve pressa em posar, por mais de 30 minutos, com todas as pessoas que se postaram em enormes filas, após o final da cerimônia. Pacientemente, a própria presidente puxava quem a chamasse para o seu lado. Dilma tirou mais de 300 fotos e os presentes saíram felizes ao receberem cartões de visita para pedirem, posteriormente, por e-mail, as fotografias.

Em sua fala, a presidente pediu "tolerância zero" na violência contra as mulheres e aproveitou para alfinetar a oposição, ironizando que estava "muito alegre" por não estar sendo questionada pela quantidade de medidas tomadas em defesa das mulheres. Esta é uma bandeira que ela pretende defender em sua campanha à reeleição. "Me alegro muito hoje porque nós não temos sido questionados por uma verdade que afirmamos. Numa democracia sempre se questiona. Que nós somos um governo com maior volume de políticas públicas para mulheres em nossa história", comentou.

Mais uma vez a presidente aproveitou para afagar o vice-presidente Michel Temer, por ele ter criado a primeira delegacia da mulher, em São Paulo, quando era secretário da Justiça do Estado. Além de Temer, Dilma fez questão de convidar para a cerimônia os presidentes da Câmara, Henrique Alves, e do Senado, Renan Calheiros, além do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa e do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. Queria o apoio e o engajamento de todos os poderes no combate à violência contra a mulher.

Nesta quarta, na cerimônia, Dilma explicou que "ter tolerância zero significa combater e erradicar todas as formas de violência, todas, desde aquelas que são as mais abjetas como a violência doméstica, o estupro, o assassinato ou tráfico sexual, a exploração sexual sob todas as formas". Dilma emendou citando que é preciso combater até outras formas de violência com "conteúdos mais disfarçados, porém igualmente dolorosos e igualmente inadmissíveis, como a discriminação no trabalho, no salário, a educação discriminatória, a falta de oportunidades, e, sobretudo, a baixa estima decorrente da violência". A presidente lembrou que "é contra todos estes tipos de violência que temos lutado e vamos continuar lutando". Para Dilma, o combate à violência "tem de estar casado com medidas fortes de coerção, de repressão, de cumprimento da lei, e com reforço da autonomia das mulheres".

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