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02 de Dezembro de 2013 - 13:13

Por Anne Warth, Rafael Moraes Moura e Ricardo Della Coletta - Agencia Estado

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A presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta segunda-feira, 02, na cerimônia da assinatura do contrato para a exploração do Campo de Libra, que o regime de partilha é garantia de longevidade dos benefícios do pré-sal. "Estamos aqui porque elaboramos um novo modelo de partilha, um novo marco regulatório dessa área para exploração do pré-sal, condizente com os interesses nacionais e muito atrativo para as empresas privadas e públicas internacionais que atuam no setor", disse.

Segundo ela, a iniciativa reforça as instituições que existem no Brasil nessa área. "Me refiro à PPSA (estatal Pré-Sal Petróleo S.A.), para atuar especificamente na área do pré-sal, me refiro também a toda competência adquirida pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) ao longo desse processo. Esse reforço institucional foi muito importante para o Brasil", destacou Dilma.

A presidente aproveitou o discurso para destacar que 75% da renda obtida com a operação do Campo de Libra vai "ficar com o Estado brasileiro". "Esse modelo é o mais adequado e nós acreditamos porque no pré-sal o risco é menor, mais baixo, uma vez que nós sabemos que, no campo de Libra, tem muito petróleo, de boa qualidade e sabemos como extraí-lo", comentou, ressaltando as reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de óleo.

Ela prevê que Libra trará ao País, nos próximos 35 anos, um volume de recursos da ordem de R$ 1 trilhão para a educação e a saúde e será "peça central para o período de prosperidade que durará muitas décadas", além de demonstrar que o País está aberto ao investimento privado e estrangeiro. "Isso atesta mais uma vez o sucesso das parcerias que o meu governo tem firmado com o setor privado, que vão além do petróleo e do pré-sal, embora esse seja o setor mais estratégico, e chegam a rodovias, ferrovias, portos e aeroportos."

Dilma afirmou que a exploração do campo de Libra, a exemplo do que já ocorre com os campos do pós-sal, vai se propagar pela economia e destacou que, devido aos requisitos mínimos de conteúdo local, a maior parte das plataformas, máquinas, equipamentos e gasodutos será fabricada no País, gerando empregos, renda e um novo surto de desenvolvimento na indústria naval. A presidente ressaltou a capacidade técnica, econômica e financeira das empresas que formam o consórcio - Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC. "É importante sinalizar que, nesse leilão, foram selecionadas grandes empresas, importantes empresas", afirmou.

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