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19 de Dezembro de 2013 - 13:37

Por Gustavo Porto e Ricardo Chapola - Agencia Estado

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A presidente Dilma Rousseff citou nesta quinta-feira, 19, na Expocatadores 2013, em São Paulo, que o governo federal segue investindo em política de inclusão. Segundo ela, foram R$ 180 milhões em recursos no programa Cataforte em 2013 e R$ 200 milhões em capacitação, assessoramento técnico e triagem em três anos de governo. "Foram R$ 50 milhões para cidades com até 50 mil habitantes que têm resíduos sólidos". Dilma disse apoiar a presença dos catadores no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. "A inclusão é uma pré-condição para a construção de aterros sanitários".

Segundo ela, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está investindo na inclusão de catadores na cidades-sede da Copa do Mundo. "E São Paulo será a próxima cidade, com R$ 40 milhões, com a inclusão deles (catadores) nos estádios, nas festas. Eles podem dar a contribuição na Copa", afirmou.

A presidente citou as medidas tomadas este ano para aperfeiçoar a inclusão de moradores de rua, com 90 consultórios em funcionamento e mais 30 em 2014. "O IBGE iniciará a contagem de população de rua. A iniciativa é inédita porque quanto mais conhecermos a população de rua, melhor desenvolveremos ações".

Dilma reafirmou que o governo dela entende que os movimentos sociais são imprescindíveis para a democracia e ainda repetiu uma frase dita na semana passada, que "o governo não nasce sabendo" e que "o governo precisa do diálogo com a população".

Antes de encerrar, a presidente reafirmou "o repudio do governo a toda forma de violência ao ser humano" e disse não ser possível permitir que pessoas sujeitas a vulnerabilidade (moradores de rua) sofram violência e nem que fiquem impunes. "Apoio o projeto de lei (4.471/2012) que institui a obrigatoriedade de que crimes praticados por autoridades policiais sejam investigados", disse ela, assim como fez na cerimônia do ano passado.

No inicio do discurso de Dilma, quando a presidente cumprimentou o deputado federal, ex-prefeito e ex-governador Paulo Maluf (PP), a plateia o vaiou, assim como fizera quando o parlamentar subiu ao palco. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pediu, com gestos negativos, o fim da vaia e Maluf, que, bem-humorado, mandou beijos à plateia.

Antes dele, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi recebido com um misto de aplausos e vaias. Antes de iniciar o discurso ele cumprimentou a presidente Dilma Rousseff "pelo menor índice de desemprego da história do Brasil".

Haddad se referia ao indicador do IBGE, que apontou uma taxa de desemprego de 4,6% em novembro, o mesmo patamar de dezembro de 2012, menor índice até então na série, iniciada em 2002. "Temos de cumprimentá-la porque o trabalhador pode estudar e ainda trabalhar", disse Haddad.

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