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18 de Dezembro de 2013 - 15:12

Por - Agencia Estado

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A diplomata indiana Devyani Khobragade, vice-consulesa da Índia em Nova York, foi submetida pelas autoridades norte-americanas a revista íntima, além de coleta de DNA, após ter sido detida sob suspeita de fraudes no pedido de visto e na remuneração de uma babá contratada por ela, apesar das "incessantes afirmações de imunidade" diplomática.

O primeiro-ministro Manmohan Singh descreveu o tratamento dispensado à diplomata como "deplorável".

O caso provocou indignação na Índia e enfureceu o governo, que revogou privilégios para diplomatas norte-americanos em protesto ao tratamento dado à diplomata. A situação também prejudica as relações entre Índia e Estados Unidos, que esfriaram nos últimos anos, apesar do acordo nuclear de 2008, saudado como o ponto mais alto das relações entre os dois países.

Khobragade foi detida na quinta-feira do lado de fora da escola de sua filha, em Manhattan, acusada de ter mentido no pedido de visto e sobre o valor pago a uma trabalhadora doméstica indiana. Segundo a promotoria, a babá receberia menos de US$ 3,00 por hora trabalhada.

Em e-mail publicado pela mídia indiana nesta quarta-feira, Khobragade diz que foi tratada como uma criminosa comum. "Vim abaixo várias vezes com a indignidade de ser repetidamente algemada, revistada e ter minhas partes íntimas examinadas, ser colocada numa cela com criminosos comuns e dependentes de drogas, apesar de minhas incessantes afirmações de imunidade", escreveu ela.

Uma autoridade indiana com conhecimento direto sobre o caso confirmou à Associated Press que o e-mail é autêntico. A fonte, que falou em condição de anonimato, disse que a prioridade do governo agora é fazer com que ela volte para seu país.

"A principal demanda da Índia agora é que devolvam nossa diplomata", disse ele, acrescentando que Khobragade, que foi libertada após o pagamento de uma fiança de US$ 250 mil, terá de se apresentar à polícia de Nova York semanalmente.

Khobragade foi detida pelo grupo de segurança diplomática do Departamento de Estado e então entregue aos U.S. Marshals, agência responsável por transportar prisioneiros federais e proteger testemunhas nos Estados Unidos.

O U.S. Marshals Service confirmou na terça-feira a realização de revistas corporais e a colocação da diplomata numa cela com outras acusadas, mas descreveu as medidas como "procedimento padrão na admissão de detidos".

O caso provocou irritação na Índia, onde o temor de humilhação pública é forte e o tratamento pesado por parte da polícia é normalmente reservado para os pobres. É quase inimaginável para uma mulher de classe média e educada ser detida e submetida a revista, exceto para crimes realmente brutais. Fonte: Associated Press.

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