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10 de Março de 2014 - 22:03

Por Altamiro Silva Júnior, correspondente - Agencia Estado

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou seu discurso sobre o Estado da Nação ressaltando que a economia norte-americana está ganhando velocidade, a taxa de desemprego é atualmente a menor em mais de cinco anos, o setor imobiliário se recupera e a indústria cria empregos pela primeira vez desde os anos 90. Ao mesmo tempo, prometeu criar mais emprego e fortalecer a classe média.

Obama ressaltou que lideres mundiais estão dizendo, pela primeira vez em uma década, que a China não é mais o melhor lugar do mundo para se investir. "A América é", disse em seu discurso, levantando aplausos da plateia. O presidente dos EUA citou ainda que o país produz mais petróleo do que compra do resto do mundo pela primeira vez em 20 anos e que os déficits dos EUA foram cortados pela metade. "Por isso que eu acredito que 2014 pode ser um ano muito importante para os EUA", disse ele, destacando que o país está melhor posicionado para o século 21 "que qualquer outra nação na terra".

Obama mencionou em seu discurso os embates entre republicanos e democratas no ano passado, que levaram à paralisação do governo por 16 dias em outubro. Para o presidente, o debate sobre o tamanho do governo federal é adequado, mas quando ele impede que se continue com as funções mais básicas da democracia, isso quer dizer que o governo não está fazendo nada para o povo norte-americano.

"Como presidente, estou comprometido a fazer Washington trabalhar melhor e reconstruir a confiança das pessoas", disse ele, destacando em seguida o acordo fechado no Congresso em dezembro para o orçamento dos EUA. "O compromisso com o orçamento deve nos deixar livre para focar em criar emprego, não criar novas crises", afirmou. Para ele, é importante que democratas e republicanos trabalhem juntos para melhorar o país.

"Vamos fazer deste ano um ano de ação. É isso que a maioria dos norte-americanos quer", disse Obama. Em seguida ele frisou que depois de quatro anos de crescimento econômico, os lucros das empresas e os preços das ações chegaram a níveis "raramente" vistos. "Mas os salários médios praticamente não mudaram. A desigualdade se aprofundou. A mobilidade social foi interrompida. A dura realidade é que, mesmo com a recuperação econômica, muitos americanos estão trabalhando mais do que nunca para sobreviver, apenas indo em frente. E muitos ainda nem estão trabalhando", disse o presidente.

"Nosso trabalho é reverter tendências", disse ele, arrancando novamente aplausos da plateia. Obama frisou que vai oferecer um conjunto concreto de propostas para acelerar o crescimento, fortalecer a classe média e construir novas "escadas de oportunidade" dentro desta classe. "Algumas dessas medidas requerem ação do Congresso e estou ansioso para trabalhar com todos vocês", completou. "Mas os Estados Unidos não param e nem irão parar. Então, onde e quando eu puder dar passos sem o Legislativo para expandir as oportunidades para mais famílias americanas, é isso que irei fazer."

Obama faz na noite de hoje o discurso chamado de Estado da Nação, quando os presidentes norte-americanos fazem uma avaliação do país, mostram suas prioridades e projetos. Este tipo de pronunciamento se tornou comum e é feito todo ano desde 1913, ano em que o presidente democrata Woodrow Wilson reavivou a prática, que havia começado em 1970 com o primeiro presidente dos EUA, George Washington. Em 1800, o presidente Thomas Jefferson havia interrompido a tradição.

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