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09 de Dezembro de 2013 - 09:50

Por Artur Rodrigues e Laura Maia de Castro - Agencia Estado

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Dos 8,6 milhões de eleitores da cidade de São Paulo, cerca de 120 mil - 1,4% do total - foram votar ontem, 8, nas eleições dos Conselhos Participativos. Eles elegeram 1.125 conselheiros, que atuarão no planejamento e fiscalização dos recursos destinados às 32 subprefeituras. O baixo índice de comparecimento surpreendeu a administração municipal, que esperava pelo menos o triplo de eleitores.

"Num primeiro momento, não sabendo da importância do órgão, algumas pessoas não compareceram. Mas continuo otimista. São 120 mil pessoas querendo participar da vida política da cidade", disse o secretário municipal de Relações Governamentais, João Antonio (PT), quando 95% das urnas estavam apuradas. Coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, afirma que a representatividade é baixa, mas que a participação popular deve crescer nos próximos dois anos.

As eleições foram marcadas pela polêmica, com a oposição tentando, sem sucesso, barrar a votação na Justiça. "A falha principal é na divulgação e na mudança de regras no meio do caminho", afirmou o vereador Floriano Pesaro (PSDB). Para ele, as regras favoreciam candidatos apoiados pelos petistas, pela concentração de pontos de votação na periferia. "Agora, é analisar, pelo perfil dos eleitos, se a votação é boa para a cidade ou apenas para o PT", disse.

Um dos candidatos, o corretor de imóveis José Antonio Macedo, de 57 anos, criticou a mudança de regras. "Isso atrapalhou muito as eleições. Houve eleitores que, por isso, tiveram de se deslocar mais de 9 km para votar", disse ele, que foi o mais bem colocado no Tatuapé, zona leste de São Paulo, com 230 votos.

Cada eleitor pôde votar em até cinco candidatos a representante das subprefeituras. O voto foi secreto e facultativo. Na Subprefeitura da Lapa, na zona oeste, que concentrava 90 seções (urnas), o movimento de eleitores foi fraco. Para a relações públicas Julia Sottili, de 25 anos, que votou na Lapa, a baixa adesão pode ser relacionada com o fato de o voto ser facultativo. "É a primeira vez que há esse tipo de eleição."

A vendedora Maria Valéria Costa, de 29 anos, moradora de Paraisópolis, acredita que será positiva a atuação do conselho. "Acho que nós temos de estar a par do que está acontecendo em Paraisópolis. Não estou 100% otimista com a votação, mas temos de ter fé de que as coisas podem mudar."

A corretora de imóveis e moradora do Morumbi, na zona sul, Priscila Ventura, de 56 anos, acredita que, com os conselheiros, o bairro poderá cobrar mais por segurança. "Precisamos de muita coisa no bairro, mas a principal é segurança. Há muitos roubos por aqui", disse Priscila. O prefeito, Fernando Haddad (PT), votou à tarde no Jardim Aeroporto, na zona sul.

As informações são do jornal

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