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30 de Janeiro de 2013 - 18:07

Por Fernanda Nunes - Agencia Estado

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A Eletrobras entrega ao governo na próxima semana uma proposta com alternativas para incentivar o programa de demissão voluntária. O estudo, que tem como objetivo reduzir os custos da estatal com pessoal, precisa do aval dos Ministérios de Minas e Energia e do Planejamento e Gestão.

Sem muito poder de barganha, a diretoria da Eletrobras enfrenta ainda a pressão dos trabalhadores, que iniciam a negociação do acordo coletivo agendado para maio. Mesmo com os caixas mais magros das estatais, a ordem é manter em 2013 a reivindicação de anos anteriores - de reajuste salarial equivalente à variação do consumo de energia (de 3,5% em 2012) mais a inflação medida pelo IPCA (de 5,84% no ano passado), o que soma 9,34%.

Além disso, dessa vez, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), que lidera a negociação, tentará incluir no acordo coletivo uma cláusula para evitar demissões em massa. A intenção é evitar, mesmo à custa de paralisações, que o pacote de energia resulte em um retrocesso nas conquistas trabalhistas. Mas, por enquanto, não há indicação de greve.

A pauta das reivindicações será entregue à Eletrobras apenas em março, para que as negociações sejam encerradas em dois meses. Se não houver avanços, avisou o presidente da FNU, Franklin Gonçalves, a saída será entrar em greve como em outros anos. Em 2012, os funcionários pararam por duas semanas até conquistarem um ganho real de 1,5%.

"A Eletrobras nunca foi a Petrobras para peitar o governo. Se os sindicatos impuserem muitas condições, o Dest (Departamento de Controle das Estatais, do Ministério do Planejamento) vai determinar um corte muito mais profundo, que irá atingir não só os que estão em vias de aposentadoria", afirmou uma fonte da empresa.

Por enquanto, o que está em debate dentro do Plano de Demissão Voluntária é o valor da remuneração e a extensão do pagamento do plano de saúde pela empresa mesmo no período em que o funcionário estiver desligado da equipe. O PDV deve atingir de 10% a 15% do total da mão de obra, como informou na semana passada a Agência Estado. Este porcentual equivale a cerca de 2,8 mil pessoas.

O foco, em princípio, será o pessoal já habilitado à aposentadoria pelo INSS e pelas respectivas fundações de seguridade social. Porém, mesmo este contingente, não deve deixar a empresa no curto prazo. Uma preocupação comum à diretoria da Eletrobras e a FNU é com a perda do conhecimento acumulado por esses funcionários ao longo dos anos. Por isso, há um consenso de que precisarão permanecer no cargo por alguns anos para transmitir o conhecimento aos trabalhadores que irão substituí-los.

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