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11 de Março de 2014 - 01:10

Por André Magnabosco e Luciana Collet - Agencia Estado

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A linha de transmissão leiloada nesta sexta-feira, 07, que escoará a energia da hidrelétrica Belo Monte para a região Sudeste, é mais segura contra a incidência de raios do que outras linhas existentes no Brasil, destacou nesta sexta-feira, 07, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto. A linha, com 2,1 mil km de extensão, tem como particularidade ser a primeira do Brasil com 800 kV de tensão, superior inclusive aos 765 kV do sistema de transmissão de Itaipu.

"Falamos de uma tensão muito mais elevada, de 800 kv, que é quase a tensão do raio. Por isso, ficamos mais protegidos", disse Carvalho. O executivo, contudo, evitou assegurar que a linha seja "à prova de raio".

A tecnologia de ultra-alta tensão em corrente contínua, inédita no Brasil, existe atualmente apenas na China. Por isso, a Eletrobras se associou à chinesa State Grid para disputar a licitação desta sexta-feira. O consórcio formado pelas duas empresas, com 51% de participação da State Grid e 49% de controladas da Eletrobras, venceu a disputa contra os espanhóis da Abengoa e contra o consórcio formado por Alupar e Taesa.

Ainda que a tecnologia a ser adotada na nova linha de transmissão representa uma evolução em relação a sistemas já existentes, Carvalho evitou assegurar proteção integral contra raios. Ao mesmo tempo, o executivo foi cauteloso ao fazer comentários sobre o tema, o qual tem causado desgaste entre diferentes esferas do governo federal.

"De vez em quando acontece desligamento, mas grande parte desses desligamentos não causa interrupção. Diria que pretendemos, a cada dia, fazer todas as blindagens possíveis de tal maneira que tenhamos um sistema imune a raios. Mas alguma coisa sempre acontece, especialmente quando a tensão é menor", disse Carvalho, confirmando a teoria de que não existe sistema energético completamente imune aos raios.

De acordo com o presidente da Eletrobras, a rede de distribuição de energia, onde a tensão é menor, há maior vulnerabilidade. "No Brasil, cada consumidor fica em média 17 horas com energia interrompida por ano. Mas na rede básica, incluindo geração e transmissão, o valor às vezes não chega a uma hora (por ano). No ano passado, esse número deve ter ficado entre 15 e 20 minutos", comparou.

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