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18 de Dezembro de 2013 - 21:42

Por Heliana Frazão - Agencia Estado

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A ex-ministra Eliana Calmon realizou, na noite desta quarta-feira, 18, em Salvador, a sua filiação simbólica à Rede Sustentabilidade, o partido que a ex-senadora Marina Silva não conseguiu formalizar a tempo para disputar as eleições de 2014. Na quinta-feira, 19, ela ingressa formalmente no PSB. As duas correntes políticas firmaram uma espécie de aliança eleitoral no qual o PSB abriga o contingente vinculado à Rede, para disputar as próximas eleições.

Participaram da solenidade a própria Marina, o govenador de Pernambuco, Eduardo Campos, o ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, entre outras autoridades locais. A senadora Lídice da Mata (PSB-Ba) não conseguiu chegar a tempo. Na ocasião a ex-ministra aproveitou para lançar a sua pré-candidatura ao Senado pelo PSB.

Para Marina Silva, integração é a palavra de ordem na relação entre a Rede e o PSB. "Esse é um projeto de visão, que estamos levando à frente. Estamos muito felizes com essa parceria", disse a ex-senadora. Ela engrandeceu a decisão de Eliana Calmon em se candidatar. "Após mais de 30 anos de serviços prestados ao Brasil, ela poderia se aposentar e descansar, mas resolveu fazer algo muito importante, democratizar o seu legado", elogiou.

Já Eduardo Campo Campos destacou que a filiação da ex-ministra, que se aposentou na terça-feira, 17, simboliza a chegada à política do que a política brasileira está precisando: a sociedade assumir a política e não o contrário. "A ex-ministra representa uma legião de brasileiros comprometida com comportamento ético, com o futuro da Nação. Ela teve a coragem de sair do conforto para se engajar numa luta que não é fácil. Julgar não é fácil, nem é fácil se submeter ao julgamento", comparou.

Ele ressaltou também que não há mudança, para preservar conquistas, sem transformação. Afirmou que o padrão político brasileiro está esgotado, "já deu o que tinha que dar, não oferecerá nada de transformador para melhorar a vida do povo brasileiro".

Eliana Calmon agradeceu a maneira afetuosa como está sendo recebida nas duas agremiações e garantiu não se sentir uma estranha no ninho ao ingressar na vida política. "Julgar não é só uma equação entre a lei e o fato. É preciso entender a sociedade a que está servindo, isso é política", disse.

Eliana revelou que a dificuldade era onde se alojar, e atribui a um complô divino encontrar duas forças lideradas por pessoas por quem sempre nutriu grande simpatia. "Encontro um ninho arrumado, aconchegante e feliz. Ontem, chorei ao deixar a magistratura, mas hoje, sorrio, porque ganhei novos amigos", concluiu.

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