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01 de Janeiro de 2013 - 20:54

Por Julio Cesar Lima - Agencia Estado

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O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) compareceu à sua posse, na Prefeitura de Curitiba, de bicicleta. Disse que era um simbolismo e incentivo aos modais alternativos aos automóveis. Antes, ele havia recebido o título em uma cerimônia na Câmara de Vereadores. Em seu pronunciamento, Fruet preferiu não politizar e disse apenas que o transporte coletivo será o primeiro assunto a ser tratado em seu governo. "O transporte é uma bomba relógio, os dados são preocupantes", reclamou. Ele assumiu o cargo deixado por Luciano Ducci (PSB), que era apoiado pelo governador Beto Richa (PSDB).

Para tentar contornar o problema - a tarifa pode subir dos atuais R$ 2,60 para R$ 3,10 - Fruet disse que irá encaminhar ao governador Beto Richa (PSDB) um pedido de renovação de um convênio que, segundo ele, assegura um aporte de recursos estaduais para subsidiar as tarifas. "Pela primeira vez houve um aporte significativo de recursos do governo do Estado, coincidentemente em um ano eleitoral para a tarifa de transporte. Também vamos dar a transparência ao custo técnico da tarifa", afirmou.

A posse de Fruet foi acompanhada pela ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e o marido, ministro das Comunicações Paulo Bernardo, ambos do PT. Durante seu discurso, Fruet apenas agradeceu ao partido - que tem a vice Mirian Gonçalves - e fez menção ao governo federal, que o apoiou nesta eleição, quando se referiu a parcerias e futuros projetos. "Quero agradecer ao PT, na pessoa da minha vice prefeita Mirian Gonçalves, que desde o início acreditou na minha candidatura", falou.

Ainda com seu secretariado incompleto, Fruet deve completar a equipe até o final da semana. Apesar disso, já recebeu críticas por ter nomeado a irmã, Eleonora Fruet, para a pasta das Finanças e da mulher, Márcia, para a Fundação de Ação Social (FAS).

O presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek (PT), afirmou que Fruet está sendo visto com muita atenção pelo Planalto, por ser um prefeito apoiado pelo partido e que estará no poder em 2014, quando Gleisi Hoffmann deverá disputar o governo estadual. "É uma grande responsabilidade. Há um nome de consenso dentro do PT, que é o dela, e pela primeira vez estaremos à frente de uma prefeitura na capital", disse.

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