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09 de Janeiro de 2014 - 09:33

Por Ricardo Brito, Ernesto Batista e Rafaela Lima, especiais para o Estado - Agencia Estado

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A despeito da barbárie na segurança pública do Maranhão, com assassinatos e decapitação de presos e ataques a ônibus em São Luís, o governo Roseana Sarney (PMDB) vai licitar entre hoje e amanhã a compra de alimentos por R$ 1,1 milhão para abastecer as residências oficiais em 2014. Entre os produtos há lagosta e caranguejo.

São dois editais com 351 itens ao todo. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo na lista estão 2,4 toneladas de camarão, 80 quilos de lagosta fresca e 750 quilos de patinhas de caranguejo. Também há previsão para a compra de 50 potes de foie gras e R$ 108 mil em ração para peixes. Os alimentos vão para as dispensas do Palácio dos Leões, sede oficial do governo, e para a residência de veraneio.

O edital de alimentos não perecíveis exige que os alimentos devem ser de "primeira qualidade e de marca conhecida nacionalmente". Estão previstos gastos de R$ 930 com 30 potes de geleias de pimenta e outros 60 de geleias "francesas" nos sabores cassis, morango e pêssego. A licitação também listou a intenção de comprar 30 quilos de castanha portuguesa, ao custo total de R$ 2,3 mil, outros 100 quilos de castanha de caju "natural torrada e selecionada", por R$ 5,2 mil, e ainda 50 quilos de castanha do Pará "sem casca", por R$ 2,9 mil.

"A contratação de empresa especializada no fornecimento de gêneros alimentícios perecíveis para as residências oficiais do governo do Estado tem por finalidade atender a demanda de alimentação da governadora, seus familiares e da Casa Civil por um período de um ano", justifica o governo estadual no próprio edital.

Até mesmo em itens mais de uso cotidiano, as quantidades e gastos chamam a atenção. O governo pretende comprar 1,4 tonelada de três variedades de feijão: mulata gorda, preto e sempre verde. Só com esses grãos, o custo estimado no pregão é de quase R$ 10 mil.

O custo total de R$ 1,1 milhão corresponde a 3.113 vezes a renda per capita média de quem mora no Maranhão, Estado brasileiro com o pior indicador. Segundo dados do Atlas do Desenvolvimento Humano de 2013 divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), os maranhenses têm renda de R$ 360,34, menos da metade da média nacional, que é de R$ 793,87.

Festejos. Mesmo diante da crise, o governo Roseana já está preocupado em garantir os festejos do fim do ano. O Estado também planeja comprar 300 unidades de panetones para abastecer as despensas das residências oficiais da governadora. A previsão é gastar R$ 4.425 com as caixas de panetone.Procurado ontem, o governo do Maranhão não comentou as licitações para compra de alimentos. As informações são do jornal

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