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06 de Dezembro de 2013 - 08:19

Por Roberta Pennafort - Agencia Estado

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O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ontem (5) que o escândalo do cartel de trens, que tem o PSDB como principal alvo, é maior, em termos de verbas que teriam sido desviadas, do que o mensalão federal, que tem o PT como principal alvo.

"Em São Paulo, os volumes de recursos públicos passíveis dessa acusação são muito, muito maiores do que os recursos públicos em jogo no caso do mensalão", afirmou o ministro da presidente Dilma Rousseff.

No caso do mensalão, escândalo que causou a condenação de 25 pessoas, entre elas o homem forte do primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro José Dirceu, o grosso da verba pública, segundo o Supremo, saiu de contratos de publicidade do fundo Visanet, que tem participação do Banco do Brasil: foram desviados R$ 74 milhões para pagamentos da base aliada do governo.

No caso do cartel de trens, a estimativa das autoridades, a partir de informações dadas pela empresa Siemens, que admite a existência do cartel em São Paulo e no Distrito Federal, é que os cofres públicos tenham sido lesados em cerca de R$ 500 milhões. O caso do cartel, porém, está em fase de investigação - ainda não há condenações no Brasil.

A declaração de Carvalho foi feita em meio a queixas sobre a reação do PSDB em relação às investigações do cartel em São Paulo - os tucanos dizem que a investigação é partidarizada. "O PSDB está fazendo um jogo de não ir ao ponto, um teatro, se eximindo de dar respostas. Esse tratamento diferenciado é que é inaceitável. No caso do PT, nossos acusados foram condenados antes do STF, publicamente, e agora é o contrário", disse Carvalho, queixando-se também da imprensa.

"Você compara o tratamento que a imprensa tem dado ao caso de São Paulo e ao caso do pessoal do PT, veja a diferença. Tirando (o jornal) O Estado de S. Paulo, não se pergunta pelo crime, se recrimina o acusador."

O ministro de Dilma, que esteve ontem no Rio, disse temer pela vida do ex-deputado José Genoino, condenado pelo mensalão, caso ele volte para a prisão. "Eu sei dos riscos que ele tem", afirmou. Ele ainda não visitou os companheiros do PT presos desde o dia 15 de novembro.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou um parecer ao Supremo Tribunal Federal solicitando que Genoino fique mais 90 dias em prisão domiciliar devido aos seus "graves" problemas de saúde. As informações são do jornal

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