As escolas de ensino fundamental de tempo integral do Estado de São Paulo vão passar pela primeira reformulação curricular. Com a ideia de fortalecer o aprendizado de língua portuguesa e matemática, a nova diretriz acabou, nessas escolas, com o ensino de história, geografia e ciências nos três primeiros anos.
A nova diretriz vale para as 297 unidades que já estavam no programa desde 2006 e exclui as 21 escolas que não migraram para o novo modelo de ensino integral - criado em 2012 para o ensino médio e estendido para o fundamental neste ano.
Assim, até o 3º ano do fundamental, os alunos dessas 297 unidades não terão aulas de ciências físicas e biológicas, história e geografia - mesmo ficando na escola ao menos por 8 horas. Até ano passado, havia sete aulas semanais dessas disciplinas.
A consultora em educação Ilona Becskehazy também estranhou as mudanças. "Não faz sentido. A tendência mundial tem sido trazer a reflexão científica para o 1.º ano", afirma. Nos anos finais do fundamental (do 6.º ao 9.º ano), as disciplinas de ciências humanas (história e geografia) ganham mais aulas do que ocorria até o ano passado - matemática também teve reforço na carga, que aumentou.
A diretriz descreve agora dois modelos de carga horária, de 40 e 45 horas semanais. Além do currículo normal, estão previstas atividades complementares e oficinas. O governo quer que a nova diretriz promova uma integração maior entre disciplinas básicas e oficinas. Nesse último grupo, entram educação financeira e sexualidade e some, por exemplo, filosofia. No total, existem agora dez oficinas curriculares, que podem ser adotadas pelas escolas.
As oficinas vão de atividades artísticas e esportivas, que já eram previstas anteriormente, às novas educação financeira, para o trânsito, étnico-raciais e direitos humanos. Nos anos iniciais, as escolas deverão ter pelo menos oito das dez oficinas e nos finais, pelo menos seis.
Serão obrigatórias atividades de hora da leitura, produção de texto, experiências matemáticas e língua estrangeira - como já ocorria antes. Nos anos finais, também serão obrigatórias oficinas de orientação de estudos. O governo assegura que terá professores suficientes para atender às demandas, até para as oficinas mais específicas. "Há professores já formados e outros que deverão passar por formação", afirma a secretaria. As informações são do jornal



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