O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, ficou sabendo que o papa Francisco irá a Aparecida pela entrevista que a presidente Dilma Rousseff deu à imprensa após ter sido recebida em audiência, na manhã desta quarta-feira, no Vaticano.
"Eu esperava que o papa aceitasse o convite, porque a reação dele foi muito boa quando entreguei uma carta na Casa Santa Marta, após o conclave, pedindo que, depois de participar da Jornada Mundial da Juventude,(JMJ) no Rio, estendesse a viagem a Aparecida", declarou d. Damasceno, surpreso com a divulgação da notícia pela presidente da República. O evento vai acontecer em julho.
D.Damasceno revelou que, ao ser convidado para ir ao Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, o papa Francisco lhe disse que gostaria de voltar a Aparecida, porque gostou muito da cidade, quando passou lá 20 dias durante a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em maio de 2007.
"Recebo com alegria e gratidão a notícia de que o papa Francisco aceitou o convite para ir a Aparecida, porque, se ele vai ao Rio e ao Santuário Nacional da Padroeira, estará visitando, de alguma maneira, todos os brasileiros", disse o cardeal. Ele acrescentou que, ao voltar neste fim de semana ao Brasil, começará imediatamente a cuidar dos preparativos para receber o papa.
Também o arcebispo do Rio, d. Orani João Tempesta, anfitrião da JMJ, recebeu com satisfação a notícia sobre Aparecida. Ele está em Roma com dois de seus bispos auxiliares para discutir com a Santa Sé novos detalhes da visita do papa, pois a eleição de Francisco, após a renúncia de Bento XVI, sugere alterações importantes.



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