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12 de Março de 2013 - 19:02

Por Antonio Pita - Agencia Estado

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Nas duas últimas semanas, o mercado brasileiro de venda e distribuição de combustíveis marítimos ganhou destaque com a entrada no mercado de duas empresas internacionais especializadas. A norueguesa Scandinavian Bunkering inicia as atividades no Rio de Janeiro na quarta-feira (13) - uma semana após o anúncio da parceria do grupo EBX, de Eike Batista, com a britânica BP para o fornecimento dos combustíveis no Porto de Açu.

As companhias estrangeiras disputam um mercado anual de distribuição de 5 milhões de toneladas de combustível, comércio hoje concentrado pela Petrobras. Apostam na demanda crescente da navegação de cabotagem, relacionada à exploração de petróleo e gás, setor que em 2012 cresceu 4%, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Desse montante, 77% do volume transportado pelos navios foram combustíveis, entre eles o diesel marítimo e bunker. Além da cabotagem, as empresas se empenham no abastecimento da navegação de longo curso e de apoio marítimo, que consistem em modalidades de suporte logístico à exploração de petróleo.

A parceria com Eike Batista marca o início da atuação do braço norte-americano da empresa britânica de petróleo BP também no setor de fornecimento de combustíveis marítimos. As operações estão previstas para este ano no Porto de Açu e o foco será o abastecimento das empresas que se instalarão no complexo. "A MFX será criada para atender às novas demandas de clientes do Superporto do Açu e irá suportar o crescimento do mercado de indústrias offshore do Brasil", afirmou, em nota, o grupo EBX.

De acordo com analistas, a expansão está associada aos investimentos para extração de petróleo. Outra razão apontada pelo setor foram os estímulos do governo federal à área, especialmente na valorização de empresas e frotas sediadas no País. O objetivo era diminuir a dependência do fretamento de embarcações estrangeiras para fazer frente ao crescimento da exploração de petróleo, sobretudo com os investimentos do pré-sal.

Analistas do mercado, entretanto, avaliam que a estatal não tem conseguido atender à crescente demanda do mercado, o que tem chamado a atenção das empresas para o setor.

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