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08 de Fevereiro de 2013 - 09:18

Por Herton Escobar - Agencia Estado

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A investigação mais detalhada já feita sobre a evolução dos mamíferos indica que a "invenção" da placenta - o órgão intrauterino que funciona como uma interface entre os organismos do feto e da mãe - só ocorreu após a extinção dos dinossauros, cerca de 65 milhões de anos atrás, apesar de os mamíferos já existirem há quase 200 milhões de anos.

A pesquisa, publicada na edição desta sexta-feira da revista Science, usou uma combinação de fatores genéticos e morfológicos para reconstruir a árvore evolutiva dos mamíferos placentários e produzir um modelo hipotético de como teria sido o ancestral primordial do grupo, hoje representado por mais de 5 mil espécies terrestres, aquáticas e marinhas - incluindo nós mesmos.

As conclusões são baseadas numa análise comparativa de quase 30 genes e mais de 4,5 mil caracteres fenotípicos (morfológicos, fisiológicos, ecológicos e até comportamentais) de 86 espécies atuais e extintas, representando todos os grupos conhecidos de mamíferos placentários. Tudo isso reunido num banco de dados dez vezes maior que qualquer outro já produzido para um estudo dessa natureza, segundo os autores.

Nenhuma dessas características associadas a tecidos moles está preservada nos fósseis, mas é possível inferir a história evolutiva delas por meio da maneira como as espécies vivas que as carregam estão distribuídas ao longo da árvore. "É um animal totalmente hipotético, mas que combina todas as características que acreditamos que estavam presentes no ancestral do grupo", explica Perini. "Se um dia encontrarmos o fóssil desse ancestral, acreditamos que ele será algo muito parecido com isso."

As conclusões do trabalho contrariam estudos anteriores, baseados em análises puramente moleculares (genéticas), segundo os quais a linhagem dos placentários seria bem mais antiga, com até 100 milhões de anos.

Para Weksler, o estudo é uma demonstração de que, apesar dos avanços da genética, a paleontologia e a morfologia continuam sendo indispensáveis para o estudo da evolução da vida na Terra. "Os resultados são muito fortes, muito consistentes", diz ele. "Espero que seja um estímulo ao uso conjunto das duas ferramentas", avalia Perini. As informações são do jornal

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