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11 de Março de 2014 - 01:13

Por Idiana Tomazelli - Agencia Estado

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A queda da produção industrial em São Paulo no mês de dezembro de 2013, de -5,5%, foi a maior desde dezembro de 2008, quando o indicador caiu 15,2%. Segundo o técnico da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rodrigo Lobo, o aumento na concessão de férias coletivas, espalhado por várias atividades, afetou a produção do principal parque industrial do País.

A situação já havia sido mencionada pelos técnicos do IBGE na última terça-feira, quando os resultados da produção a nível nacional foram divulgados. A queda de 3,5% na produção brasileira também foi a maior desde dezembro de 2008 (-12,2%).

No ano, o crescimento de 0,7%, segundo Lobo, foi influenciado pela demanda menor, tanto no mercado externo quanto no interno. Por aqui, o comprometimento do consumo das famílias e a desaceleração do crédito comprometeu a recuperação da indústria paulista, a exemplo do que ocorreu em nível nacional.

Além do aumento na concessão de férias coletivas, que afetou a produção industrial em pelo menos 11 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE, outros fatores pesaram na atividade em alguns locais. No Paraná, por exemplo, a paralisação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, prejudicou a atividade de refino de petróleo.

"Houve paralisação em uma refinaria de petróleo que ficou parada por muitos dias. Claramente isso afetou o Estado do Paraná", disse o técnico da Coordenação de Indústria do IBGE, Rodrigo Lobo, sem mencionar a Repar.

Em dezembro, a produção industrial do Paraná caiu 7,3% em relação a novembro. Só não foi um tombo maior do que em Minas Gerais, onde a produção recuou 8,6%. Por lá, Lobo acredita que a sequência de taxas positivas nos quatro meses anteriores tenha gerado uma base alta, o que acentuou o efeito das férias coletivas.

Goiás, contudo, foi na contramão dos dados nacionais e recuperou parte da perda de novembro, que havia sido de 4,3%. Com alta de 8,2% em dezembro, a região atingiu seu pico histórico de produção, impulsionada pelas atividades de alimentos e bebidas e produtos químicos (especialmente os farmacêuticos). Lobo ressalta, contudo, que o Estado tem uma dinâmica diferente da dos demais, pois a indústria está concentrada em poucos setores.

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