Publicidade

09 de Janeiro de 2014 - 08:46

Por Idiana Tomazelli - Agencia Estado

Compartilhar
 

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda registrou alta de 0,56% em dezembro, ante avanço de 0,65% em novembro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) divulgado nesta quinta-feira, 9, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou alta de 4,98% em 2013.

A taxa do IPC-C1 de 0,56% voltou a ficar abaixo da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-Br) mostrou alta de 0,69% no mês passado. Ambos são calculados pela FGV. A taxa de inflação acumulada em 2013 do IPC-C1 também se posicionou em patamar inferior, de 4,98%. Em igual período, o IPC-Br subiu 5,63%.

Apesar disso, grupos como alimentação e despesas diversas ficaram pressionados acima do índice geral, com taxas de 8,26% e 9,66%, respectivamente. Em dezembro, a desaceleração foi generalizada: sete das oito classes de despesa pesquisadas apresentaram taxa menor do que em novembro. As principais reduções na taxa vieram dos grupos despesas diversas (1,26% para 0,48%) e comunicação (0,77% para -0,02%). Contribuíram para esse desempenho o alívio nos preços de cigarros (1,93% para 0,68%) e tarifa de telefonia móvel (1,42% para 0,26%), respectivamente.

O grupo alimentação subiu 0,71% no mês passado, contra 0,80% em novembro. Veio desse grupo as duas principais influências negativas do mês: leite tipo longa vida (-6,51%) e feijão carioca (-8,90%). No campo positivo, pesou a alta do tomate, de 11,12%, embora o item venha desacelerando de 12,83% em novembro. Também perderam força na passagem do mês as classes habitação (0,77% para 0,54%), vestuário (0,78% para 0,52%), saúde e cuidados pessoais (0,43% para 0,37%) e educação, leitura e recreação (0,51% para 0,45%).

A única classe que registrou aceleração em dezembro foi a de transportes, com alta de 0,67%. Em novembro, o grupo havia tido deflação de 0,03%. A gasolina foi o principal impulso para essa alta, com elevação de 4,04% no último mês do ano, contra -0,20% em novembro.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o Rio vai conseguir controlar a violência até a Copa do Mundo?