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09 de Dezembro de 2013 - 14:16

Por Flavio Leonel - Agencia Estado

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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caminha para confirmar a estimativa inicial de 0,80% para dezembro. A avaliação é do coordenador do indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Paulo Picchetti, que, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, disse que este foi o cenário visto logo na primeira quadrissemana do mês. "Já estamos com uma taxa de 0,72%. Mas, se tiver um viés, será para cima", ressaltou.

Na manhã desta segunda-feira, 9, a FGV anunciou que a taxa do indicador, de 0,72% na primeira leitura de dezembro, superou em 0,04 ponto porcentual o resultado de 0,68% do encerramento de novembro. Desta aceleração, conforme os cálculos de Picchetti, o segmento de Combustíveis (alta de 0,68% ante variação positiva de 0,05%) respondeu por 0,02 ponto e o segmento de Hortaliças e Legumes (elevação de 5,75% ante 2,94%) representou 0,03 ponto porcentual.

Não por acaso, os grupos Alimentação e Transportes foram os destaques da primeira quadrissemana. O primeiro saiu de uma alta de 0,92% no fim de novembro para um avanço de 0,96% e respondeu por 0,24 ponto porcentual da taxa geral da medição inicial de dezembro. O segundo saiu de uma variação positiva de 0,11% para uma elevação de 0,28% e representou 0,05 ponto porcentual da inflação.

O possível viés citado por Picchetti para a projeção de dezembro do IPC-S está ligado basicamente ao comportamento da gasolina. Desde que a Petrobras autorizou o aumento de 4% dos combustíveis (no dia 29 de novembro) nas refinarias, o coordenador vem trabalhando com uma variação de 2% para a gasolina na bomba dos postos. Com isso, o impacto mínimo para o índice da FGV em dezembro seria de 0,06 ponto porcentual.

O problema é que Picchetti vem lendo algumas notícias na imprensa dando conta que já existem postos reajustando a gasolina em 4%. De acordo com ele, se um aumento como este for captado pelo IPC-S, o impacto na inflação de dezembro passará a ser de 0,12 ponto porcentual e a previsão para o mês poderia chegar a algo perto de 0,86%.

Por enquanto, esse quadro mais preocupante ainda não foi captado pela FGV, mas Picchetti mostrou que está atento à possibilidade. Na primeira quadrissemana de dezembro, a gasolina apresentou alta de 0,61% ante queda de 0,21% no encerramento de novembro. O etanol, por sua vez, subiu 1,13% ante 0,93% no mesmo período pesquisado.

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