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27 de Dezembro de 2013 - 19:25

Por Lisandra Paraguassu - Agencia Estado

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A Fundação Nacional do Índio (Funai) repudiou, em nota, nesta sexta-feira, 27, a onda de violência em Humaitá (AM), causada pelo desaparecimento de três pessoas próximo à reserva indígena Tenharim. A fundação, responsável pelo atendimento aos índios, afirmou "que não compete à Funai promover ações de investigação, apuração, ou buscas de pessoas desaparecidas". "Essas ações constituem atribuições das forças de segurança pública", afirmou.

Os três desaparecidos foram vistos pela última vez na entrada da terra indígena, no quilômetro 85 da Transamazônica. A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação, mas não tem mais informações até agora. A falta de resultado nas buscas revoltou a população de Humaitá, que desconfia dos índios. Na noite desta quinta-feira, 26, 3 mil pessoas atearam fogo ao prédio da Funai e à Casa do Índio na cidade, além de destruir uma dezena de veículos.

"A Funai vem a público repudiar a violência ocorrida na noite da última quarta-feira (25), onde manifestantes do município de Humaitá incendiaram o prédio da Fundação Nacional do Índio, município localizado a 675 quilômetros de Manaus, destruindo também veículos e barcos oficiais. Atos de vandalismo contra o patrimônio público são injustificáveis e configuram ilícitos", diz a nota, divulgada nesta sexta-feira. No meio da tarde, ninguém mais atendia o telefone na sede do órgão, em Brasília.

No texto, a Funai diz ainda que sempre se pôs à disposição para ajudar na apuração e no diálogo com os indígenas e pede à população que libere os acessos no município para que a PF possa fazer a investigação, mas critica as ameaças feitas aos indígenas. "É fundamental reafirmar, nesse momento, os princípios que regem o Estado Democrático de Direito, no âmbito do qual são reprováveis a prática de ameaças, de violência física e moral contra indígenas e contra servidores públicos, e a depredação do patrimônio público, causadora de enorme prejuízo ao erário", afirma o texto. O Ministério da Justiça, para o qual a Funai e a PF respondem, não tinha informações sobre a crise em Humaitá até o início da noite desta sexta-feira.

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