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11 de Dezembro de 2013 - 13:43

Por Maria Regina Silva - Agencia Estado

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O impacto do reajuste de 4% no preço da gasolina nas refinarias já está pressionando a inflação ao consumidor na cidade de São Paulo. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o combustível saiu de uma deflação de 0,04% no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de novembro para uma alta de 1,80% na primeira leitura de dezembro. O etanol também ficou mais caro no período e passou de uma taxa positiva de 1,42% para 2,71% na primeira quadrissemana deste mês (últimos 30 dias encerrados no sábado, dia 7).

Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo coordenador do IPC-Fipe, o economista Rafael Costa Lima, que também avaliou a desaceleração para 0,45% do índice na primeira medição do mês, ante 0,46% no encerramento de novembro. O grupo Transportes subiu 0,43% (de -0,02%). "A gasolina deve vir ainda mais alta nas próximas leituras. Na ponta (pesquisas mais recentes) já mostra elevação próxima a 4,4%, enquanto esperávamos algo perto a 3%. Se essa taxa se mantiver, o repasse anunciado praticamente será integral", avaliou.

Cálculos da Fipe indicam que o aumento no preço da gasolina terá um efeito de 0,06 ponto porcentual no IPC de dezembro. Costa Lima lembra que a alta do etanol, além de sentir o efeito do reajuste da gasolina, também subiu devido ao início do período de entressafra da cana-de-açúcar.

Apesar do também avanço no preço do álcool combustível, dados da Fipe mostram que ainda continua valendo a pena abastecer o veículo com etanol na capital paulista. A relação entre o etanol e a gasolina passou de 66,20% na última semana de novembro para 66,21% na primeira deste mês. Segundo Costa Lima, trata-se do menor resultado para uma primeira semana de dezembro desde igual leitura de dezembro de 2009 (65,03%). Mesmo com o reajuste, ele acredita que o etanol pode permanecer com preço mais vantajoso que o da gasolina. "Mesmo com sazonalidade, deve continuar mais favorável abastecer o carro com etanol.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor ao etanol é de 70% do poder dos motores à gasolina.

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