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06 de Dezembro de 2013 - 07:37

Por João Villaverde e Adriana Fernandes - Agencia Estado

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Em meio à insatisfação do corpo técnico do Tesouro Nacional com a política fiscal, a oferta de um lote muito mais reduzido de títulos públicos prefixados no leilão de quinta-feira, 5, mostrou preocupação com o risco maior de volatilidade no mercado de renda fixa.

No centro da pressão contra o secretário do Tesouro, Arno Augustin, está o temor de que as dificuldades de rolagem de títulos aumentem. O Tesouro não quer referendar o crescente mau humor do mercado, que vem cobrando prêmios de risco maiores nos papéis brasileiros, por causa da desconfiança em relação à política fiscal.

No leilão de ontem, o Tesouro ofertou 1,9 milhão de papéis prefixados, e vendeu 1,75 milhão. No leilão anterior, na semana passada, a oferta foi de 4,5 milhões de títulos - mas apenas um terço e foi vendido. O Tesouro oficialmente negou ontem que haja dificuldades para a rolagem dos papéis.

Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a diminuição na oferta de títulos do governo, justamente no dia de divulgação da ata da última reunião do Copom do Banco Central, procura evitar que o mercado reaja à informação de que há uma rebelião interna no Tesouro. Em busca de dados positivos para suavizar o ambiente, o governo aposta nos dados fiscais de novembro - que foram impulsionados por uma arrecadação extraordinária, fruto do pagamento do bônus de assinatura do contrato de Libra e da adesão de grandes empresas aos programas de parcelamento de débitos, como o Refis.

Nessa estratégia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que as expectativas são positivas quanto ao ingresso de recursos nos cofres públicos e que "a receita com o Refis em novembro deve ser próxima a R$ 20 bilhões". As informações são do jornal

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