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11 de Dezembro de 2013 - 18:05

Por Anne Warth e Lu Aiko Otta - Agencia Estado

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O governo vai criar um sistema para sincronizar a chegada de navios e de caminhões no Porto de Santos. O objetivo é evitar filas nas estradas e engarrafamentos na área urbana da cidade na época de embarque da safra, que começa em fevereiro e atinge o pico nos meses de março, abril e maio. Santos é o maior porto do País em termos de movimentação de grãos.

Segundo o ministro da Secretaria Especial de Portos, Antonio Henrique Silveira, o sistema deve entrar em fase de testes em dezembro. Em janeiro, ele começa a funcionar e, em fevereiro, deve estar operando normalmente. "Vamos estabelecer uma cadeia inteligente", afirmou.

O sistema prevê que o caminhão só poderá entrar no Porto de Santos quando a embarcação que receberá a carga já estiver lá. Para isso, será criado um sistema de agendamento, operado pela Secretaria de Portos.

Os caminhões que estiverem aguardando a chegada da embarcação poderão ficar em pátios, sendo um deles na Baixada Santista e pelo menos outros dois no Planalto. São áreas que pertencem à União, uma no quilômetro 24 da Via Anhanguera, nas proximidades de Campinas, e outro em Ribeirão Pires.

Além disso, a Companhia de Docas de São Paulo promoveu uma chamada pública para interessados em ceder outras áreas para servir de pátio aos caminhões. Na prática, o sistema vai acabar com as filas de caminhões das estradas, que serão substituídas por concentração nos pátios. "Vamos transferir as filas para ambientes fechados, seguros e com infraestrutura", disse o ministro.

As ações, anunciadas em conjunto pelo Ministério da Agricultura, Transportes e pela Secretaria de Portos, visam evitar as filas quilométricas registradas neste ano durante o escoamento de grãos. A safra que será embarcada em 2014 será recorde, superior a 100 milhões de toneladas, ante 90 milhões de toneladas exportadas neste ano.

"Com o sistema, os impactos que aconteceram no sistema rodoviário e urbano em Santos serão mitigados. Os problemas que tivemos no passado não se repetirão", garantiu Silveira.

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