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11 de Março de 2014 - 20:22

Por Marcelo Portela - Agencia Estado

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Pelo segundo dia consecutivo, usuários do transporte coletivo de Belo Horizonte e de municípios da região metropolitana enfrentaram nesta terça-feira, 25, uma série de dificuldades devido a uma greve dos rodoviários iniciada na segunda-feira, 24. Apesar de o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ter expedido liminar determinando a manutenção de 70% das linhas de ônibus em horários de pico, cerca de metade das viagens foram realizadas ao longo do dia e quatro dos principais terminais não funcionaram pela manhã.

No fim da tarde, representantes dos trabalhadores e dos patrões reuniram-se na Justiça do Trabalho para tentar um acordo, mas, até a noite desta terça, ainda não havia sido divulgado o resultado do encontro. Na segunda-feira, uma tentativa de mediação feita pela Ministério Público do Trabalho (MPT) para por fim à greve fracassou.

Os maiores problemas nesta terça foram registrados no início da manhã, quando foram realizadas 47% das viagens de ônibus programadas para a capital. Segundo a BHTrans, empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade, em 36% das linhas o número de viagens realizadas ficou abaixo de 30% em relação ao total previsto. Ao longo do dia o serviço teve melhora. "Considerando todo o sistema de transporte coletivo convencional da capital, o índice de cumprimento das viagens programadas é de 57%", informou a empresa em boletim divulgado no fim da tarde.

A BHTrans afirmou ainda que 73% das linhas que operam na Estação Venda Nova voltaram a circular, enquanto as estações Barreiro, Diamante e Vilarinho tinham 25% de funcionamento. Na segunda-feira, apenas 39% das viagens programadas foram realizadas, o que levou à lotação do metrô e congestionamentos causados pelo aumento do número de veículos nas ruas. O movimento já causou prejuízo de R$ 38 milhões ao comércio, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e afetou serviços como os prestados pelo Restaurante Popular, da Prefeitura, onde a oferta de jantar foi suspensa nos dois dias por causa da falta de pessoal.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de BH e Região (STTRBH) reivindica aumento salarial de 21,5%, tickets-alimentação de R$ 15 e piso 30% para motoristas que vão atuar no sistema de BRT (Bus Rapid Transit) que deve começar a funcionar em maio por meio de investimentos em mobilidade para a Copa do Mundo. A proposta é considerada "impraticável" pelo sindicato patronal.

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