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10 de Março de 2014 - 23:01

Por Lucas Azevedo - Agencia Estado

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No sexto dia de paralisação dos rodoviários de Porto Alegre, terceiro consecutivo de greve geral, nove ônibus foram depredados. Eles foram atacados com pedras quando circulavam com passageiros. Ninguém se feriu. Alguns coletivos de três empresas foram colocados nas ruas, mas, por medida de segurança, retornaram para as garagens logo depois, ainda no início da manhã.

A vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, indeferiu o pedido do prefeito José Fortunati para que a Justiça ordenasse a força policial para desfazer os piquetes.

"As questões relativas à segurança pública são de conhecimento das partes envolvidas no litígio de greve e das autoridades municipais e estaduais responsáveis por garantir a segurança nesta cidade. Assim, entendo desnecessário que este juízo oficie para que a necessária segurança às operações seja prestada", escreveu em seu despacho. Cerca de 1 milhão de passageiros são prejudicados todos os dias com a falta de ônibus.

Neste sábado, a prefeitura autorizou veículos de transporte escolar a fazer as linhas dos ônibus. Devem ser disponibilizados 617 vans e micro-ônibus a uma tarifa de 4,20 reais, o mesmo preço dos táxis-lotação.

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