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13 de Dezembro de 2013 - 23:00

Por Rene Moreira, especial para a AE - Agencia Estado

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O padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, Guilherme Longo, deixou nesta sexta-feira, 13, a cadeia de Barretos (SP), onde está preso, e voltou por algumas horas à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto. Longo chegou por volta do meio-dia e em seguida voltou a conversar com uma psicóloga que traça o perfil dele e o da mãe de Joaquim, Natália Ponte. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro colheu o depoimento de Longo. Foi a última vez que ele falou à polícia antes do fim do inquérito. Ao voltar para Barretos, Longo falou a emissoras de televisão sobre o sumiço do garoto. Alegou que são ditas muitas inverdades a respeito dele e que espera uma decisão favorável da Justiça. "Os laudos agora vêm reforçar que sou inocente."

O padrasto diz que o acusam de injetar a insulina no menino por causa do sumiço de um frasco. "A gente não achou onde estava. A polícia, provavelmente, vai encontrar, não foi feita uma busca muito boa em casa", afirmou. Em seguida, completou: "Os laudos dizem que não tem agressão, não tem insulina, não foi injetada droga. Então, o que a imprensa está divulgando está sendo comprovado que é mentira".

Perguntado sobre a tese da polícia de que a insulina some do corpo e, por isso, não apareceu nos laudos, Longo afirmou: "A insulina tem conservantes que, mesmo se você injetar e ela desaparecer, os conservantes indicam se foi aplicada ou não". Mesmo com todos esses argumentos, o delegado diz já ter o suficiente para indiciá-lo, quanto à mãe, ainda há dúvidas se será denunciada. Se isso acontecer, ela responderá por omissão, um crime bem mais leve que o supostamente cometido pelo companheiro - que deve ser denunciado por homicídio doloso.

O teor do depoimento de Longo não foi revelado, mas o advogado dele, Antônio Carlos de Oliveira, afirmou que o cliente manteve o que dizia e voltou a alegar inocência. Oliveira disse ter protocolado um novo pedido para tentar libertar o cliente. Dessa vez, ele recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pedindo para estender a Longo o habeas corpus concedido a Natália. O advogado criticou a prisão do principal suspeito pela morte de Joaquim e rebateu o delegado, dizendo não haver provas que o incriminem.

Longo está preso desde 10 de novembro, quando Joaquim foi encontrado morto no Rio Pardo, em Barretos. A mãe do menino ficou 31 dias presa e foi solta nesta semana. O inquérito que apura o caso deve ficar pronto até o dia 20. Para a polícia, Joaquim foi morto com uma dose excessiva de insulina e depois teve o corpo jogado no córrego perto de sua casa, em Ribeirão Preto, indo parar no rio. O sumiço de uma caixa do remédio pesa contra o padrasto, que, usuário de drogas, afirmou à polícia ter autoinjetado a insulina durante uma crise de abstinência de cocaína.

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