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21 de Janeiro de 2014 - 14:24

Por AE - Agencia Estado

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que a ação do Ministério Público Estadual que cobra da Prefeitura medidas para evitar pontos de alagamento "tem seu mérito, mas carece de embasamento técnico". Conforme o 'Estado' noticiou, o MPE realizou um levantamento com os 422 locais que mais alagam na cidade e foi à Justiça contra Prefeitura.

Em entrevista à Rádio Estadão na manhã desta terça-feira, 21, Haddad afirmou que "nunca se investiu tanto em drenagem na cidade de São Paulo. São R$ 400 milhões para resolver os problemas na região da Pompeia. Outros R$ 400 milhões na Ponte Baixa, na região do Córrego do M'Boi Mirim. Tem também na Cupecê, o Córrego do Cordeiro. Só nessas três obras são R$ 1 bilhão", afirmou o prefeito.

Haddad falou ainda sobre a perda da capacidade de investimentos com a proibição do aumento do IPTU e da tarifa de ônibus. "Precisamos recuperar a capacidade de receita do município", lamentou. "De fato, a cidade perdeu suas duas principais fontes de arrecadação. Praticamente, não temos recursos para investir." Ele reforçou, no entanto, que nenhuma das medidas previstas no orçamento deixará de ser cumprida. Segundo ele, será necessária uma readequação do cronograma.

A favor dos "rolezinhos", os encontros em massa de jovens da periferia em centros comerciais, o petista garantiu que não há problemas. "Não sei se judicializar a questão é o melhor caminho. Talvez o melhor seja conversar para compreender. A atitude da Prefeitura foi essa."

Questionado sobre a chamada máfia dos fiscais, Haddad lembrou que não tem influência na controladoria. "É um órgão especial, que não precisa da autorização do prefeito para investigar. Foi o caso desses fiscais. Eles acumularam R$ 85 milhões de patrimônio. Agora, eles vão pagar por isso e pagar criminalmente", disse.

O prefeito destacou os investimentos em espaços para ônibus. "Qualquer via que tenha três faixas, uma tem que ser do ônibus". Sobre as ações da Prefeitura na Cracolândia, região central, disse: "Não é porque a pessoa tem uma dependência, está doente, que não pode trabalhar. Não é porque é pobre que tem de internar. Temos de mudar as circunstâncias para que o tratamento seja eficaz."

Para as eleições de outubro, ele garantiu que estará à disposição do candidato do PT ao governo de São Paulo, o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No entanto, disse, a legislação para a participação em campanha do chefe do executivo é muito restritiva.

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