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09 de Março de 2013 - 07:59

Por AE - Agencia Estado

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Nos últimos anos, o mercado de trabalho no Brasil evoluiu para uma situação próxima do pleno emprego, ao mesmo tempo em que o rendimento dos ocupados deu um salto. Mas uma desigualdade a economia brasileira ainda não conseguiu derrubar: a disparidade de salários entre trabalhadores do sexo masculino e feminino. Homens chegam a ganhar, na média, até 66% mais do que mulheres com o mesmo grau de escolaridade - no caso, superior completo. A informação é de um levantamento do Estadão Dados, feito com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, referente a 2011, dado mais recente disponível.

No geral, o salário médio dos homens era de R$ 1.965,07, ante R$ 1.636,60 das mulheres, o que representa uma diferença de 20% a favor dos trabalhadores do sexo masculino. Essa diferença se mantém praticamente inalterada pelo menos desde 2006.

Para se ter ideia da disparidade, o salário médio de homem que ocupa cargo de diretor é quase duas vezes (185%) maior do que o da mulher na mesma condição. Não para por aí. Um físico ou químico do sexo masculino, por exemplo, ganha, em média, 46% mais que uma profissional do sexo oposto. Outro estudo, feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que os salários das mulheres metalúrgicas da região de Sorocaba (SP) são, em média, 36,9% menos do que o dos homens.

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