Publicidade

13 de Janeiro de 2014 - 16:55

Por Idiana Tomazelli e Daniela Amorim - Agencia Estado

Compartilhar
 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda estuda uma forma de não descontinuar a divulgação de dados mensais sobre a taxa de desemprego no País após a substituição da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o que deve ocorrer a partir de janeiro do ano que vem. No formato em que foi concebida, a nova pesquisa traria apenas dados trimestrais sobre o mercado de trabalho do Brasil e das grandes regiões do País.

"Está sendo estudada a possibilidade de colocar essa taxa de desocupação mensalmente para o total do Brasil", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

"Condições de ter o dado mensal, a gente vai ter. O que está sendo feito é estudar para saber se o resultado é representativo como taxa de desocupação ou se é (efeito da) mudança de amostra", explicou Azeredo. "Alguns estudos para taxa de desocupação sugerem que, para (o total do) Brasil, a gente pode estar divulgando alguma coisa", acrescentou.

O instituto avalia também a possibilidade de divulgar mensalmente informações sobre rendimentos e carteira de trabalho assinada no total do País. "Mas ainda está sendo estudada a viabilidade", ponderou Azeredo, que prefere não dar 100% de certeza de que o IBGE conseguirá manter as divulgações de dados sobre o mercado de trabalho todos os meses. Segundo ele, na época em que ficou definida a substituição da PME pela Pnad Contínua, os especialistas concordaram que a redução na periodicidade da publicação seria compensada pela vantagem de ter dados mais apurados e com abrangência territorial maior.

A Pnad Contínua começará a ser divulgada na próxima sexta-feira, 17. A principal novidade da pesquisa é justamente a abrangência: mais de 211 mil domicílios são visitados a cada trimestre (uma média de 70 mil por mês) espalhados em 3,5 mil municípios brasileiros.

Na sexta-feira, serão divulgados os dados dos quatro trimestres de 2012 e os do primeiro e do segundo trimestres de 2013. Entretanto, ainda não será possível obter números sobre o rendimento nem sobre a distribuição da ocupação nos grupos de atividades, o que deve ser incluído apenas em divulgações futuras. Segundo Azeredo, a mudança metodológica inclui uma reclassificação das atividades. "Precisamos entender quem está no comércio, quem está na construção, e isso demanda tempo", explicou. A dessazonalização dos dados, que permite visualizar tendências a despeito de efeitos típicos de determinada época do ano, também está nos planos do instituto, mas sem previsão de entrar em vigor.(

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você é a favor da proibição de rodeios em JF, conforme prevê projeto em tramitação na Câmara?