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05 de Janeiro de 2014 - 09:54

Por Dow Jones Newswires - Agencia Estado

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O incêndio na refinaria Reduc, localizada em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, na noite de sábado foi o quatro incidente desse tipo numa refinaria da Petrobras desde o final de novembro.

O sindicato da categoria questiona as práticas de segurança da companhia, na medida em que a Petrobras elevou sua capacidade de processamento para 98% - algo praticamente inédito na indústria, que normalmente opera a 85% de sua capacidade - para atender a demanda por gasolina, diesel e outros produtos.

Embora a Petrobras não tenha dito se o fogo vai afetar a produção da refinaria, a empresa não pode perder capacidade de processamento por um período longo sem prejudicar suas finanças. A Petrobras já luta com déficit em sua capacidade de refino e tem de importar grandes quantidades de gasolina e diesel para atender a demanda doméstica.

As importações prejudicaram os lucros porque os combustíveis são vendidos com desconto em relação aos preços internacionais. O governo, que é o maior acionista da Petrobras, reluta em repassar os preços mais altos para os consumidores por temer um aumento da inflação, atualmente perto dos 6% ao ano.

O incêndio na Reduc começou na noite de sábado e ficou confinado à unidade de refino de coque, que produz nafta e petróleo de resíduo de coque. Não houve feridos ou danos ambientais causados pelo fogo, informou a Petrobras.

A Reduc processa cerca de 240 mil barris de petróleo por dia, mais de 10% da capacidade de refino brasileira. Recentemente, a Petrobrás retomou as atividades da refinaria Repar, no Paraná, depois de um incêndio que impediu o funcionamento do local por quase um mês. Outras duas instalações também registraram incêndios.

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