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10 de Março de 2014 - 22:08

Por Beatriz Bulla - Agencia Estado

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Entre os setores analisados na Região Metropolitana de São Paulo, o comércio segue com crescimento nos postos de trabalho enquanto a indústria mostra retração, aponta a Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De 2012 para 2013, a porcentagem de ocupados que trabalham na Indústria de Transformação caiu de 17,5% para 16,9%, enquanto a proporção dos empregados no Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas passou de 17,6% para 18,3%. De um ano para o outro, a indústria demitiu 62 mil pessoas, ou 3,6%, enquanto o comércio abriu 65 mil postos de trabalho (3,8% de variação).

O setor que mais emprega na região, com 56% da força de trabalho, continua sendo o de Serviços. Mas, no ano passado, o desempenho foi ligeiramente negativo, com queda de 0,4% do nível de ocupação e 21 mil postos de trabalho a menos. O destaque positivo no setor de serviços veio do segmento de transporte, armazenagem e correio, que teve saldo positivo de 39 mil postos de trabalho (6,2%). Por outro lado, caiu o número de ocupados em alojamento e alimentação; outras atividades de serviços; artes, cultura, esporte e recreação (menos 51 mil postos de trabalho, queda de 4,9%. O segmento emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

"Aumentam os serviços prestados às empresas, diminuem os prestados às pessoas", diz Loloian. Entre as causas apontadas pelo coordenador para este movimento estão a inflação elevada dos serviços acompanhada de uma estagnação no nível de ocupação, que recuou 0,2% em 2013, e do rendimento médio na região no último ano. Em 2013, o rendimento médio real dos ocupados caiu 0,5% na comparação com 2012.

A pesquisa mostra que houve uma diminuição de 5,6% no total de empregados domésticos, com 31 mil pessoas a menos nesta categoria, de 2012 para 2013, na região metropolitana de São Paulo. Enquanto o total de empregados domésticos mensalistas caiu 9,7% (44 mil postos de trabalho a menos), o de diaristas aumentou 5,7% (13 mil postos de trabalho a mais).

Loloian destaca a pequena redução dos rendimentos e a regulamentação da lei conhecida como PEC das Domésticas, sobre o direito dos empregados domésticos, como fatores que podem ter influenciado o resultado. Na comparação de dezembro com o mesmo mês do ano passado, o total de ocupados como mensalista caiu 9,4%.

Em 2012, do total de ocupados na região metropolitana de São Paulo, 7% eram empregados domésticos - 4,7% mensalistas e 2,4% diaristas. No ano passado, a proporção era de 6,7%, sendo 4,2% mensalistas e 2,5% diaristas.

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