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17 de Dezembro de 2013 - 10:36

Por AE - Agencia Estado

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O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,9% em novembro, ante o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela agência oficial de estatísticas da União Europeia. O resultado confirmou a estimativa preliminar e ficou acima da alta de 0,7% registrada em outubro, contudo o índice de inflação ainda está bem abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE), de 2%. Na comparação mensal, o CPI teve queda de 0,1% em novembro, com baixa nos custos de energia.

De acordo com o Eurostat, os preços de energia caíram 0,8% no mês de novembro e tiveram baixa de 1,1% ante o mesmo mês de 2012. Os preços de serviços recuaram durante o mês, já os preços de bens manufaturados e de alimentos tiveram leve alta.

Em um documento separado, a agência de estatísticas informou que os custos do mercado de trabalho nos três meses até setembro tiveram alta de 1,0% nos três meses até setembro, ante o mesmo período do ano passado, enquanto os salários avançaram 1,3%. Em ambos os casos, a taxa de aumento foi a mais baixa desde o terceiro trimestre de 2010.

A alta dos salários pode ser uma fonte de pressão inflacionária, mas a desaceleração no terceiro trimestre sinaliza que, em meio a elevadas taxas de desemprego, há pouca pressão de alta dos preços na zona do euro. A desaceleração dos ganhos salariais também indica que um avanço na demanda do consumidor é improvável nos próximos meses, aumentando mais uma vez as preocupações de que a zona do euro pode se direcionar para um período prolongado de inflação muito baixa, com o risco de que isso poderia se transformar em um período de deflação, ou queda dos preços.

Os salários caíram na Irlanda, Portugal, Chipre e Eslovênia, e ficaram estáveis na Espanha. Isso indica que um certo reequilíbrio na economia da zona do euro pode estar à caminho.

Privados da capacidade de desvalorizar a moeda, os membros em dificuldades da zona do euro têm de recuperar a competitividade ao reduzir os custos de trabalho em relação às economias mais fortes do norte da Europa, um processo conhecido como "desvalorização interna".

Mas o reequilíbrio deverá ser auxiliado por um aumento dos salários mais rápido nas economias mais fortes, como a Alemanha. Embora a taxa de crescimento dos salários na Alemanha tenha sido maior do que na zona euro como um todo, o ritmo de alta é significativamente mais lento ante o segundo trimestre. Nos três meses até meses até setembro, os salários subiram 1,7%, ante uma alta de 2,2% no trimestre anterior. Fonte: Dow Jones Newswires.

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