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11 de Março de 2013 - 07:46

Por AE - Agencia Estado

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Enquanto o Brasil envia bolsistas do Ciência sem Fronteiras para estudar em algumas universidades estrangeiras de pior qualidade, instituições federais de ponta têm vagas disponíveis que não são preenchidas no programa de intercâmbio estudantil que existe dentro do País. Por desconhecimento e pouca divulgação nas instituições, menos de 1% dos universitários brasileiros participa do Programa Nacional de Mobilidade Estudantil, criado há seis anos.

"Mesmo sendo uma amostra, o resultado do levantamento confirma a nossa percepção de que o programa, mesmo sendo muito importante, é pouco utilizado", diz Gustavo Balduíno, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), gestora do programa.

A análise dos dados do programa - criado em 2007 por meio de um convênio proposto pela Andifes, com adesão de todas as instituições federais de ensino superior - mostra que, das universidades consultadas, a Federal de Minas Gerais (UFMG) é a que mais envia alunos para estudar em outra instituição do País: 50 alunos em média.

Para Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP, o programa, enquanto não se "transformar de fato numa política", ficará limitado a simples convênio jurídico. "Poderia ser criada uma ferramenta semelhante à do site do Sisu (Sistema de Seleção Unificada); uma plataforma que deixaria as informações sobre oferta de vagas mais transparentes e o controle, mais preciso."

Medidas de incentivo ao fortalecimento do intercâmbio nacional melhorariam, inclusive, a qualidade da própria graduação no País. "Mesmo que seja só por um semestre, tudo isso é revolucionário. No aspecto científico, o contato de bolsistas de iniciação científica com pesquisadores nacionais de ponta é um benefício incalculável", diz Cara.

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