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16 de Janeiro de 2014 - 15:37

Por Gabriela Lara - Agencia Estado

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A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) deve fechar o mês de janeiro em 1%, impulsionada basicamente pelo aumento nos gastos dos consumidores com materiais e mensalidades escolares, disse nesta quinta-feira, 16, ao

Mas, se a inflação pode começar 2014 no mesmo nível de 2013, a FGV espera uma aceleração na taxa acumulada do ano. A expectativa da instituição é de que o IPC-S feche 2014 em 5,9%, acima dos 5,63% registrados em 2013.

Em janeiro, o principal responsável pela aceleração do índice tem sido o grupo Educação, Leitura e Recreação, em especial cursos formais. Só este item representou uma variação de 0,09 ponto porcentual (pp) no IPC-S da segunda quadrissemana do mês, quando o índice foi de 0,85% (ante 0,73%). "A influência exercida pelos preços relacionados a atividades de ensino é grande, mas não surpreendente, porque sabemos que a média de aumento das mensalidades escolares está em torno de 10%", afirmou Picchetti.

De acordo com o economista, a elevação de preços verificada no grupo Educação, Leitura e Recreação seguirá refletida no índice nas próximas duas quadrissemanas. "O pico acontece no resultado fechado de janeiro. Em fevereiro, esta alta começa a sair", explicou.

Picchetti destacou a pressão negativa dos combustíveis na última medição do IPC-S. A gasolina, por exemplo, havia apresentado variação de 3,20% na primeira quadrissemana do mês, encerrada no dia 7, e a aceleração diminuiu para 2,30% na segunda quadrissemana, terminada no dia 15. Segundo ele, esta redução no ritmo de alta ajudou a limitar a alta do índice.

"Gasolina e etanol, juntos, representaram uma contribuição negativa de 0,03 ponto porcentual no IPC-S da segunda quadrissemana de janeiro", revelou. Ele acrescentou que a inflação dos dois itens devem continuar desacelerando. No caso da gasolina, isso ocorre porque o reajuste de preços anunciado no fim de 2013 já foi repassado. Já no caso do etanol, a entrada da safra da cana-de-açúcar deve regularizar a oferta, mantendo os preços mais estáveis. "Esta alta de combustíveis tende a desaparecer em fevereiro", resumiu.

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