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13 de Dezembro de 2013 - 12:25

Por Sérgio Caldas - Agencia Estado

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A Irlanda anunciou hoje que se tornará o primeiro país da zona do euro a sair oficialmente de um programa internacional de ajuda neste fim de semana, deixando para trás uma grave recessão que levou Dublin a buscar auxílio três anos atrás.

"Não é o fim do caminho. É um passo muito importante no meio do caminho", afirmou o ministro de Finanças irlandês Michael Noonan, durante coletiva, segundo o jornal britânico Financial Times. "Mas devemos continuar com os mesmos tipos de políticas."

A Irlanda recebeu um pacote de resgate de 67,5 bilhões de euros (US$ 92,83 bilhões) em novembro de 2010, após a crise financeira mundial iniciada dois anos antes deixar o país à beira da falência. Em troca da ajuda, Dublin se comprometeu a implementar duras medidas de austeridade e a realizar amplas reformas.

Desde então, o governo irlandês conseguiu cumprir os termos do programa, cortando gastos e elevando impostos para reduzir o déficit fiscal e reequilibrar a economia. A Irlanda deixa o programa concedido pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional neste domingo (15).

Pelo acordo com os credores internacionais, Dublin deve ter seu déficit orçamentário sob controle até 2015. No entanto, o enorme volume de dívidas da Irlanda, um legado da crise bancária interna, deixa o país vulnerável a eventuais choques econômicos. O governo projeta que o endividamento bruto atual, de 200 bilhões de euros e equivalente a cerca de 124% do Produto Interno Bruto (PIB), vai diminuir lentamente nos próximos anos.

Em entrevista ao Irish Times, Noonan disse que a postura descompromissada do ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Jean-Claude Trichet tornou seu trabalho como ministro mais difícil. Segundo Noonan, o atual chefe do BCE, Mario Draghi, não é tão "ideológico" quanto seu sucessor. Ele disse ainda que alguns dos representantes dos credores eram tecnocratas "muito inteligentes e competentes", mas sem habilidade política.

Além da Irlanda, Grécia, Portugal e Chipre receberam pacotes de ajuda da UE e do FMI. Já a Espanha foi socorrida com um programa específico para sanear seu setor bancário. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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