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11 de Março de 2014 - 02:47

Por Wilson Tosta - Agencia Estado

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A Policia italiana espera acessar rapidamente o conteúdo do computador e do tablet apreendidos com o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, réu condenado no processo do mensalão que fugiu para Itália e foi preso na semana passado. Até o início da tarde desta quarta-feira, 12, porém, os policiais locais esperavam que a Polícia Federal brasileira enviasse uma carta rogatória pedindo oficialmente o acesso, o que ainda não acontecera, segundo informou ao Grupo Estado uma autoridade italiana que acompanha o caso. O policial, contudo, afirmou que o pedido deve chegar logo, porque os policiais federais brasileiros têm sido "muito rápidos" no episódio.

O conteúdo dos equipamentos apreendidos é desconhecido. Porém, depois que foi anunciado que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil fugira para o exterior, alguns de seus amigos divulgaram que o réu - condenado a 12 anos e 7 meses de prisão na Ação Penal 470 por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva -levara um dossiê com informações sobre a campanha de eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Especula-se que poderiam constar informações sobre empresários que fizeram doações eleitorais para Lula. Também há expectativa sobre possíveis informações envolvendo o mensalão que poderiam estar arquivadas nos Hds.

Outra questão a esclarecer -e da qual pode haver pistas nos equipamentos digitais -é de onde vinha dinheiro que Pizzolato usava durante a fuga. Sabe-se que o ex-diretor tem uma conta bancária presumivelmente na Suíça que estaria em nome de um parente. Informações sobre essa conta também poderiam estar no computador e no tablet. A questão também pode gerar novos problemas para o ex-diretor do BB, que permanece no presídio de Sant'Anna, nos arredores de Módena. Autoridades italianas querem saber a origem desses recursos, já que Pizzolato pagava suas despesas em dinheiro vivo e, ao ser preso, tinha 15 mil euros.

É remota, porém, a possibilidade de "devolução" ao Brasil do réu, que tem dupla nacionalidade, brasileira e italiana. Segundo acordos internacionais, prevalece a nacionalidade do país onde o cidadão se encontra. Na Itália, Pizzolato é italiano, e no acordo de extradição entre os dois países eles não se obrigam a extraditar seus nacionais. Pizzolato, porém, ainda terá de enfrentar um processo por ter se apresentado na Itália com documentos em nome de Celso Pizzolato, um irmão que morreu em 1978.

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