Publicidade

08 de Janeiro de 2014 - 18:46

Por Erich Decat - Agencia Estado

Compartilhar
 

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, o ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), recebeu na tarde desta quarta-feira, 8, visita de alguns integrantes do PT. Por volta das 17h, o ex-deputado Virgilio Guimarães ingressou no prédio onde mora João Paulo, localizado no bairro da Asa Sul, região nobre de Brasília. Cerca de 40 minutos depois, João Paulo recebeu a visita do também ex-deputado Paulo Rocha, absolvido no julgamento do mensalão, realizado no ano passado.

Antes do encontro com Virgilio Guimarães e Paulo Rocha, João Paulo havia recebido a visita de José Rainha Júnior, líder do "MST da Base", dissidência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e do presidente do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes. Rainha, que almoçou com o deputado, disse que não foram feitos comentários sobre a possibilidade de João Paulo Cunha renunciar ao mandato. "Pelo que conheço dele, acho difícil (

Indagado sobre os receios de João Paulo de ser preso, Rainha disse que não percebeu esse sentimento. "Inocente não tem medo de cadeia. Eu fui 13 vezes preso. A última vez, fiquei preso nove meses, acusado de tudo que se pode imaginar e saí muito melhor". "Vamos defender sempre esse companheiro injustiçado", disse Rainha, que garantiu conhecer o petista desde o início da década de 1980.

Na segunda-feira (6), o presidente do STF rejeitou recursos de João Paulo no processo do mensalão e autorizou o cumprimento do acórdão que condenou João Paulo a 6 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva e peculato, tendo em vista que os recursos referentes a esses crimes já transitaram em julgado. O petista ainda aguarda a análise de um recurso contra a condenação por lavagem de dinheiro, o que elevaria sua pena a um total de 9 anos e 4 meses.

Barbosa entendeu que o deputado já poderia começar o cumprimento da pena pelos outros dois crimes. Mas o presidente do STF saiu de férias nesta terça-feira, 7, sem expedir o mandado de prisão de João Paulo, e só deve voltar ao trabalho em fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário. Enquanto isso, o deputado petista aguarda em Brasília a emissão do mandado de prisão pelo Supremo, para então se apresentar à Polícia Federal.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que a realização de blitze seria a solução para fazer cumprir a lei que proíbe jogar lixo nas ruas?