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04 de Dezembro de 2013 - 19:37

Por AE - Agencia Estado

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O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, convocou nesta quarta-feira uma entrevista coletiva na sede do clube para reclamar do bloqueio da verba da venda do meia Bernard ao Shakhtar Donetsk. O dirigente pediu a intervenção da presidente da República, Dilma Rousseff, e do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ambos mineiros, a favor do clube.

"Vim pedir perante à imprensa pelo amor de Deus à nossa presidente que nos trate como mineira que ela é. O que estamos pedindo é socorro a nossa presidenta, ao nosso ministro Fernando Pimentel, porque estão nos tomando uma receita de R$ 74 milhões", comentou. "Quero pagar o imposto que o Atlético-MG deve sem desconto nenhum, mas de uma forma que eu possa pagar."

Maior transferência da história do Atlético-MG, Bernard rendeu R$ 76,7 milhões aos cofres do clube, mas o valor foi bloqueado pela Fazenda Nacional. A diretoria atleticana, então, requisitou desbloqueio em setembro e chegou a oferecer um imóvel localizado na região da Pampulha como garantia, mas o Tribunal Regional Federal negou o pedido.

Em tom de apelo, Kalil revelou que os salários no Atlético-MG estão atrasados há um mês e meio e disparou contra os benefícios dados pelo governo a alguns clubes. "Não estou aqui pedindo patrocínio federal como foi dado por Petrobras, Lubrax, Caixa, Eletrobrás. Não quero dinheiro do BNDES, não quero isenção de PIS e Cofins nos estádios, como estão dando para Grêmio, Atlético-PR."

Às vésperas de disputar o Mundial de Clubes, competição mais importante da história do Atlético-MG, Kalil deixou de lado o discurso de celebração adotado no decorrer do vitorioso ano do clube e deixou clara sua preocupação. O dirigente revelou até que vem tendo problemas para dormir e disse que pode não conseguir terminar o mandato se o problema não for resolvido.

"Se continuarem fazendo o que estão fazendo com o Atlético-MG, eu não consigo terminar o meu mandato. Quero compartilhar com a torcida que tem uma semana que eu não durmo direito e que estou extremamente preocupado. Não fecho minha conta e meu mandato se o tratamento que estamos tendo continuar como está", apontou.

Kalil garantiu ainda que os jogadores sabem da situação do clube e reforçou o pedido por intervenção de Dilma Rousseff. "Presidente, socorro. O Atlético-MG e Minas Gerais precisam ser olhados", declarou. "Os jogadores estão a par de tudo, eu não viro as costas e invento historinha, não. Eles sabem da minha luta e do meu sofrimento com isso."

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