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18 de Dezembro de 2013 - 19:49

Por Sarah Brito, especial para a AE - Agencia Estado

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira, 18, em Campinas (SP), edital para financiar projetos de comunicação e tecnologia, como aplicativos e softwares para internet e tablets - usados no programa federal Mais Médicos e criticados pelos profissionais, uma vez que não possuem rede móvel, o que restringe o uso.

Também está previsto teleconsultoria à distância e diagnósticos feitos remotamente. O edital, que prevê R$ 1,5 bilhão de investimento, será feito em parceria com os Ministérios de Comunicações e Ciência, Tecnologia e Inovação. Saúde deve investir R$ 80 milhões no financiamento do Projeto Telessaúde Redes Brasil, que pretende aprimorar o trabalho das equipes de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS) - onde os médicos estrangeiros atuam.

De acordo com o Ministério da Saúde, o edital também contempla projetos nas áreas de comunicação ópticas e digitais sem fio. Padilha afirmou que o projeto não beneficiará apenas o Mais Médicos, mas todo o sistema de saúde que estará integrado - e que deve solucionar dificuldades de diferentes localidades, como a Amazônia, onde se estuda mandar sinal de internet por satélite.

Ele defendeu o uso do tablet, afirmando que a maior parte dos conteúdos não precisa de internet, como as informações sobre atenção básica, protocolos do ministério e troca de mensagens com colegas e superiores. Padilha disse que hoje é o médico ou a prefeitura que contrata o pacote de internet.

"O ministério entrou com o tablet todo, além de todo o conteúdo", afirmou. Uma licitação está em andamento para adotar internet banda larga em 12.372 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com estimativa de investimento de cerca de R$ 80 milhões por ano, em parceria com o Ministério de Comunicações.

Além do valor destinado à área de telecomunicações, Padilha também anunciou mais recursos para a saúde da região de Campinas. A portaria, no valor total de R$ 4 milhões, é para o programa de média e alta complexidade, destinado às instituições filantrópicas Centro Infantil Boldrini, Hospital e Maternidade Celso Pierro, Maternidade de Campinas e a Real Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campinas.

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